Civil cumpre mandados por fraude de mais de R$ 3 milhões contra fundo de Blumenau
Foram cumpridas buscas em imóveis residenciais e empresariais.
A Polícia Civil realizou, na última quinta-feira (18), uma operação em Itajaí e Balneário Camboriú para avançar nas investigações sobre uma possível fraude que teria causado um prejuízo de R$ 3.062.868,33 a um fundo de investimento sediado em Blumenau.
A ação foi conduzida pelo Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Blumenau e apura suspeitas de estelionato, emissão de duplicatas simuladas e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, empresas ligadas aos investigados teriam apresentado ao fundo direitos creditórios acompanhados de duplicatas que, conforme os elementos reunidos até o momento, não teriam relação com operações comerciais efetivamente realizadas.
Para sustentar as transações, teriam sido utilizados documentos como notas fiscais e comprovantes de entrega, que davam aparência de regularidade aos negócios. A partir desses documentos, os títulos eram encaminhados para antecipação dos recebíveis.
Com base nas informações obtidas durante a apuração, a Justiça autorizou parcialmente as medidas solicitadas pela Polícia Civil. Foram cumpridas buscas em imóveis residenciais e empresariais, além da autorização para acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos relacionados aos dispositivos que fossem apreendidos.
Em uma residência na região da Praia Brava, os policiais encontraram dois celulares, dois notebooks, documentos e contratos empresariais. Também foram apreendidas diversas joias e cerca de 30 pacotes com pedras que seriam preciosas. O material deverá passar por perícia para verificar sua natureza, autenticidade e eventual valor econômico.
No mesmo imóvel, foram encontrados ainda 13 comprimidos de uma substância com características semelhantes a ecstasy/MDMA. A situação será registrada por meio de Termo Circunstanciado para apuração da posse do material.
Durante a operação, também foi identificada uma ligação clandestina de energia elétrica na residência. A Celesc foi acionada e confirmou a irregularidade.
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Conforme constatado no local, o desvio de energia teria ocorrido desde 2024, mas o valor do possível prejuízo à concessionária ainda não foi calculado. Esse caso será investigado em um procedimento policial específico.
A investigação sobre a suposta fraude continua. Os policiais devem analisar documentos, equipamentos eletrônicos e informações financeiras obtidas durante as diligências para esclarecer como as operações foram realizadas, definir a participação de cada envolvido e identificar o destino dos valores investigados.







