Mãe queima filha de 9 anos com colher aquecida após menina comer doce sem autorização em SC
A mãe foi indiciada pela Polícia Civil por tortura.
Os ferimentos no rosto e na mão de uma menina de 9 anos chamaram a atenção de funcionários de uma escola e acabaram revelando um caso de violência dentro da própria família em SC.
A criança foi encontrada machucada três dias depois de, segundo a investigação, ter sido submetida a uma agressão praticada pela mãe, de 28 anos. O caso resultou em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na última segunda-feira (31).
A investigação aponta que a agressão teria ocorrido em 13 de abril, na casa onde a família morava. A menina teria comido um doce sem autorização e, como forma de castigo, a mãe teria aquecido uma colher e encostado o objeto em partes do corpo da filha, provocando queimaduras no rosto e em uma das mãos.
Depois da violência, a criança não foi levada imediatamente para receber atendimento médico. Ela permaneceu em casa por alguns dias e só teve os ferimentos identificados quando voltou à escola. Diante da situação, os profissionais acionaram o Conselho Tutelar, e a menina foi encaminhada para atendimento de saúde. Ela também relatava dores causadas pelas lesões.
Durante a escuta especializada realizada no decorrer da investigação, a criança teria contado aos responsáveis pelo atendimento como os ferimentos foram provocados. Conforme a apuração da Polícia Civil, ela relatou que a mãe havia colocado a colher em alta temperatura antes de utilizá-la contra seu corpo.
A mãe foi indiciada pela Polícia Civil por tortura e agora é alvo de denúncia apresentada à Justiça pelo MPSC. A acusação também aponta que ela teria intimidado a filha para evitar que a violência fosse descoberta, fazendo a criança acreditar que sofreria consequências ainda piores caso revelasse o episódio.
O padrasto também foi denunciado, mas por outro crime. Segundo o Ministério Público, ele teria encontrado a menina ferida ao chegar à residência e, mesmo diante da situação, não teria buscado ajuda médica nem acionado socorro. A conduta é tratada pela Promotoria como omissão de socorro.
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Depois que o caso veio à tona, a criança foi retirada do convívio com a mãe. Ela passou inicialmente por acolhimento institucional e atualmente vive com uma família acolhedora, enquanto recebe acompanhamento da rede de proteção.
O MPSC também pediu que a Justiça determine o pagamento de pelo menos R$ 10 mil como forma de reparação pelos danos sofridos pela menina. Além disso, uma ação de destituição do poder familiar está em andamento em relação à mãe.
A identidade dos envolvidos e o município onde ocorreu o episódio não foram divulgados. A preservação dessas informações segue as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para evitar a identificação da vítima.







