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Criança corintiana ganha camisa de Neymar, é hostilizada e precisa deixar estádio escoltada

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Um gesto de carinho de Neymar terminou em uma situação de tensão dentro da Neo Química Arena, em São Paulo, após o clássico entre Corinthians e Santos, disputado no domingo (30), pelo Campeonato Brasileiro.

Um menino de oito anos, torcedor do Corinthians, recebeu uma camisa do atacante santista, mas acabou sendo hostilizado por torcedores e precisou deixar o estádio acompanhado da família, escoltado por seguranças e policiais.

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A criança estava nas arquibancadas com um cartaz direcionado a Neymar. A mensagem dizia: “Sou muito corintiano, mas seu fã”.

Após a vitória do Santos por 1 a 0, o jogador viu o pedido, foi até o garoto e entregou a própria camisa. O menino ficou emocionado e não conteve o choro ao receber o presente.

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O momento, que inicialmente deveria ser apenas uma demonstração de carinho entre jogador e torcedor, acabou provocando uma reação negativa de parte dos torcedores corintianos que estavam próximos ao garoto.

Segundo imagens registradas pelo jornalista Felipe Oliveira, da Rádio Novabrasil FM, a criança e seus familiares precisaram deixar o local pelo gramado, acompanhados por seguranças e policiais, diante da hostilização.

A situação rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e gerou críticas ao comportamento de alguns torcedores.

O episódio também chamou atenção por envolver uma criança que, apesar de torcer pelo Corinthians, declarou publicamente ser fã de Neymar.

Neymar defende menino e destaca respeito entre torcedores

Depois da partida, Neymar comentou o episódio e afirmou que considera natural que um torcedor admire atletas de outros clubes. O atacante explicou que decidiu cumprir a promessa feita ao garoto justamente por reconhecer o carinho demonstrado por ele.

“Foi um menino que é corintiano, uma criança. Independente do time que torce, rival ou não, quando gosta de um atleta, pode me admirar em vários momentos, faz parte”, afirmou Neymar.

O jogador também lembrou a mensagem escrita no cartaz levado pelo menino ao estádio e explicou que fez questão de entregar a camisa.

“Sou muito corintiano, mas seu fã. Eu prometi e acabei dando. É um respeito não só pelo torcedor mirim, pelo corintiano”, disse.

Nas redes sociais, Neymar voltou a defender a criança e compartilhou uma mensagem sobre o episódio. “Time do coração faz parte. É uma criança… Qual pai ou qual mãe não faria a vontade do filho?”, escreveu o jogador.

Corinthians repudia hostilização contra a criança

Diante da repercussão do caso, o Corinthians se manifestou oficialmente nesta segunda-feira (31) e repudiou o comportamento agressivo contra o menino dentro da Neo Química Arena.

O clube destacou que a paixão pelo futebol e a rivalidade entre Corinthians e Santos não podem ultrapassar os limites do respeito, principalmente quando uma criança está envolvida.

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Em nota, o Corinthians afirmou que a Fiel é parte fundamental da história do clube, mas ressaltou que determinados comportamentos não podem ser admitidos dentro do estádio.

“A paixão pelo clube, a rivalidade e a emoção do futebol jamais podem se sobrepor ao respeito, à educação e à segurança, sobretudo quando estamos falando de uma criança”, afirmou o clube.

O Corinthians também reforçou que deseja que a Neo Química Arena seja um ambiente seguro e acolhedor para torcedores de todas as idades.

“Dentro e fora de campo, há limites que não podem ser ultrapassados. Agressividade contra uma criança é um deles”, destacou a nota.

Clube prepara encontro com o menino

Além do posicionamento oficial, o Corinthians deverá promover ações especiais para a criança. Entre elas estão a possibilidade de levar o menino para conhecer os jogadores e visitar o Centro de Treinamento do clube.

A iniciativa ocorre após a repercussão do episódio e busca reforçar a mensagem de que a rivalidade esportiva não deve impedir que crianças vivenciem o futebol de maneira saudável.

O caso envolvendo o menino corintiano e Neymar acabou ultrapassando o resultado do clássico.

O que começou com um pedido feito em um cartaz e um presente entregue por um dos principais jogadores do futebol brasileiro terminou gerando debate sobre os limites da rivalidade nos estádios e sobre a necessidade de preservar crianças de situações de hostilidade durante partidas de futebol.

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