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Novo alerta climático: El Niño tem 81% de chance de atingir categoria muito forte, a mais intensa desde 1950

O monitoramento aponta que uma ampla área do Pacífico central e leste já apresenta temperaturas acima da média histórica.

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Uma nova atualização climática divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Centro de Previsão Climática (CPC), órgão vinculado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), aponta que o El Niño continua se intensificando e tem 81% de probabilidade de atingir a classificação de muito forte entre outubro e dezembro deste ano. Caso o cenário se confirme, o fenômeno poderá ficar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, em 1950.

Os dados mais recentes mostram uma evolução significativa em comparação às previsões divulgadas há poucos meses. Enquanto anteriormente havia dúvidas sobre a intensidade que o El Niño poderia alcançar, agora os especialistas afirmam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico está consolidado e que os sinais da interação entre o oceano e a atmosfera se tornaram mais evidentes, indicando um fortalecimento consistente do fenômeno.

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A NOAA também estima em 97% a chance de o El Niño permanecer ativo até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte, período correspondente ao outono no Brasil. O monitoramento aponta que uma ampla área do Pacífico central e leste já apresenta temperaturas acima da média histórica, com destaque para o índice Niño-3.4, principal indicador do fenômeno, que alcançou +1,2°C. Outras regiões do oceano também registram aquecimento expressivo.

Além da elevação da temperatura da superfície do mar, cientistas identificaram maior concentração de calor nas camadas mais profundas do oceano, favorecida pela atuação de uma onda Kelvin. Ao mesmo tempo, mudanças nos ventos, aumento das chuvas sobre o Pacífico central e redução da nebulosidade na Indonésia reforçam que o sistema oceano-atmosfera está plenamente acoplado, condição essencial para episódios de maior intensidade.

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Os modelos climáticos indicam que esse processo deve continuar ao longo dos próximos meses. No Brasil, os reflexos mais comuns incluem aumento das chuvas e maior risco de temporais na Região Sul, enquanto áreas do Norte e do Nordeste costumam enfrentar tempo mais quente e seco, com possibilidade de agravamento da estiagem.

Os especialistas ressaltam, no entanto, que a intensidade do El Niño não determina impactos idênticos em todas as regiões. Cada episódio apresenta características próprias, embora, em um cenário de mudanças climáticas, eventos mais fortes possam favorecer novos recordes de calor e ampliar a ocorrência de extremos climáticos em diferentes partes do planeta.

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