Advogada é presa em Blumenau suspeita de vazar informações de operação do Gaeco
O Ministério Público sustenta que as evidências apontam para uma possível tentativa de dificultar o andamento das investigações.

Uma advogada criminalista de Blumenau foi presa preventivamente sob suspeita de ter repassado informações sigilosas relacionadas à operação “DNA do Crime”, investigação que surgiu a partir dos desdobramentos da Operação Mensageiro.
A detenção ocorreu na terça-feira (2), durante uma grande ofensiva do Gaeco que teve como alvo empresários investigados por supostos crimes envolvendo contratos públicos.
A operação mobilizou equipes em Blumenau, Gaspar e Curitiba, resultando em sete prisões e no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. Também foram determinados bloqueios milionários de bens, incluindo imóveis, veículos e valores que, segundo os investigadores, podem estar ligados à ocultação de recursos obtidos de forma ilícita.
De acordo com as apurações, a suspeita acompanhava uma das diligências quando surgiram indícios de comunicação com uma investigada. Mensagens e anotações recolhidas pelos agentes indicariam que informações sobre a ação policial teriam chegado antecipadamente ao grupo investigado. O material também sugere que uma das investigadas alterou seus planos de deslocamento após receber o suposto alerta.
O Ministério Público sustenta que as evidências apontam para uma possível tentativa de dificultar o andamento das investigações. Já a advogada negou qualquer prática ilegal e afirmou que não possuía detalhes sobre a operação, mantendo contato com a investigada apenas em razão de sua atuação profissional.
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A mulher foi encaminhada ao Presídio Feminino de Blumenau e passará a responder por suspeita de embaraçar investigação envolvendo organização criminosa. As declarações prestadas pelos envolvidos ainda serão analisadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, enquanto o inquérito segue em andamento.
Em manifestação pública, a OAB Blumenau informou que acompanha o caso e reforçou que qualquer avaliação sobre os fatos deve respeitar os princípios constitucionais, destacando a necessidade de preservar a presunção de inocência até a conclusão das investigações.










