Troca de corpos: agente funerária diz que servidores sugeriram esconder erro em SC
A Polícia Científica de Santa Catarina negou que qualquer tentativa de ocultação tenha sido feita.

O caso da troca de corpos no Instituto Médico Legal de Florianópolis ganhou um novo desdobramento após uma agente funerária afirmar que teria sido orientada a não revelar o erro às famílias envolvidas. Segundo ela, a sugestão teria partido de servidores logo depois da descoberta de que dois homens haviam sido sepultados pelas famílias erradas.
Segundo o G1, conforme o relato, a orientação seria manter o terceiro velório normalmente, com o caixão fechado, para evitar que a falha viesse à tona. A agente afirmou que a funerária recusou a proposta e decidiu informar os familiares sobre o ocorrido. A Polícia Científica de Santa Catarina negou que qualquer tentativa de ocultação tenha sido feita.
A confusão começou após um erro na liberação de três corpos no IML da Capital. Dois homens foram enterrados em cemitérios diferentes com identidades trocadas, enquanto o terceiro corpo permaneceu retido no instituto sem ser entregue à família correta. O problema só foi percebido depois que parentes procuraram o órgão para fazer reconhecimento.
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Ainda segundo o G1, documentos internos do plantão apontam que o erro teria acontecido durante a retirada dos corpos pela funerária. Já a empresa responsável contesta a versão e sustenta que os documentos estavam corretos, mas os corpos teriam sido liberados de forma equivocada pelos servidores responsáveis.
Depois da descoberta, os cadáveres precisaram ser exumados e encaminhados novamente ao IML antes de serem entregues às famílias corretas. A Polícia Científica reconheceu a falha operacional, informou que abriu investigação interna e anunciou mudanças nos protocolos de identificação e liberação das vítimas.










