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“Não precisamos de escolas cívico-militares no Brasil”, afirma Lula ao sancionar PNE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta última terça-feira (14) que o Brasil não precisa ampliar escolas cívico-militares na rede pública de ensino.

A declaração foi feita durante a sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto.

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Ao comentar o modelo, Lula defendeu que crianças e adolescentes devem ter acesso ao mesmo conteúdo educacional, independentemente do caminho profissional que pretendem seguir no futuro.

Segundo ele, a formação militar deve ser buscada apenas por quem decidir ingressar na carreira.

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“Enquanto estiverem estudando, todos devem aprender a mesma coisa sob orientação do Ministério da Educação”, afirmou.

O novo PNE estabelece diretrizes para os próximos dez anos e traz 19 objetivos com metas que serão monitoradas a cada dois anos.

Entre os principais pontos estão a ampliação do acesso à educação infantil, a alfabetização na idade certa e o fortalecimento dos ensinos fundamental e médio, além da expansão da educação integral e inclusiva.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, na área de investimentos, o plano prevê o aumento gradual dos recursos destinados à educação, passando dos atuais 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5% em até sete anos, com meta de alcançar 10% até 2036.

Para Lula, o desafio não é apenas garantir recursos, mas assegurar que as metas sejam cumpridas. Ele destacou a necessidade de acompanhamento constante por parte da sociedade.

Entre as metas educacionais, está a universalização da pré-escola em até dois anos e o atendimento integral da demanda por creches.

O plano também prevê a alfabetização de todas as crianças até o final do segundo ano do ensino fundamental e a ampliação da jornada escolar para, no mínimo, sete horas diárias, alcançando 50% das escolas públicas em cinco anos.

No ensino médio, o foco é ampliar a oferta de educação profissional e técnica, com a meta de atingir metade dos estudantes dessa etapa, sendo parte significativa na rede pública.

Também está prevista a universalização do acesso à internet de alta velocidade em todas as escolas públicas do país.

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Para o ensino superior, o objetivo é ampliar para 40% o acesso de jovens entre 18 e 24 anos, além de elevar a qualificação do corpo docente, com a meta de atingir 95% de professores com titulação de mestrado ou doutorado.

Durante o discurso, Lula também fez críticas a visões que, segundo ele, tratam a educação como um privilégio de poucos.

O presidente ressaltou a importância de políticas de inclusão, como o acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior, e defendeu o papel da sociedade na defesa de direitos educacionais.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que o novo plano busca avançar na qualidade e na equidade do ensino.

Segundo ele, o PNE contempla metas específicas voltadas à educação inclusiva, indígena, quilombola, do campo e à ampliação do uso da linguagem de sinais, reforçando o compromisso com uma educação mais acessível e diversa no país.

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