Infestação de maruins obriga moradores a usar roupas de frio no calor e manter casas fechadas em SC
Além do incômodo, as picadas podem trazer riscos quando há muitos insetos.

Moradores de Ilhota, no Vale do Itajaí, enfrentam dias difíceis por conta de uma infestação de maruins, pequenos mosquitos cuja picada provoca intensa coceira e irritação na pele. O problema tem impactado diretamente a rotina da população, que relata dificuldades até para realizar atividades simples dentro de casa.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a prefeitura informou que já iniciou ações para tentar conter o avanço dos insetos, embora reconheça limitações diante da ausência de um produto comprovadamente eficaz para o controle da espécie.
Em áreas mais afetadas, como a região do Braço do Baú, moradores adotaram medidas improvisadas para se proteger. Mesmo com temperaturas que já passaram dos 34 °C, segundo a Epagri/Ciram, há quem precise usar roupas compridas, luvas e manter portas e janelas fechadas ao longo do dia.
Relatos apontam que os insetos invadem residências e dificultam desde refeições até o lazer das crianças, que deixaram de brincar ao ar livre. Também há preocupação com reações alérgicas, especialmente em crianças, que apresentam inchaço e coceira intensa após as picadas.
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A situação não é isolada e já foi registrada também em cidades vizinhas, como Luiz Alves. Especialistas explicam que apenas as fêmeas do maruim picam, pois precisam do sangue para completar o ciclo reprodutivo.
Além do desconforto imediato, as picadas podem trazer riscos adicionais quando há grande concentração do inseto, incluindo a possibilidade de transmissão de parasitas, especialmente em animais.
Em humanos, uma das doenças associadas é a Febre do Oropouche, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como febre e dores nas articulações, aumentando o alerta das autoridades de saúde.








