Havan e Luciano Hang acionam a Justiça após Facebook ignorar decisão e manter anúncios falsos ativos
O fato teria gerado uma multa acumulada de cerca de R$ 13 milhões.

Mesmo após uma decisão judicial determinar a retirada de conteúdos fraudulentos, a Havan afirma que segue enfrentando dificuldades para conter o uso indevido de sua marca em redes sociais.
Diante disso, a empresa e o empresário Luciano Hang ingressaram novamente na Justiça, alegando que a Facebook Brasil não tem cumprido a ordem. Segundo a varejista, mais de 600 anúncios considerados irregulares continuaram circulando, o que teria gerado uma multa acumulada de cerca de R$ 13 milhões.
O impacto dessas publicações, conforme relata Hang, não se limita à empresa, mas atinge diretamente consumidores que acabam atraídos por promessas enganosas.
Um episódio registrado em Curitiba reforça o alerta: um idoso acreditou em um suposto investimento divulgado com a imagem do empresário e tentou entregar R$ 6 mil em dinheiro. A fraude só foi percebida porque ele buscou atendimento presencial antes de concluir a operação.
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Na nova ação, a Havan pede que medidas mais duras sejam adotadas para garantir o cumprimento da decisão judicial. Entre elas estão a possível nomeação de um administrador para supervisionar as atividades da plataforma no país e até a suspensão de anúncios pagos enquanto as irregularidades persistirem.
O caso também avançou na esfera criminal, com a abertura de processo por desobediência contra Conrado Leister, responsável pela operação da empresa no Brasil.
Para Hang, permitir que decisões judiciais sejam ignoradas cria um precedente perigoso, que pode incentivar novas fraudes e enfraquecer a proteção ao consumidor no ambiente digital.










