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No Mistukenti, Eduardo Senem esclarece simulados da Defesa Civil e orienta população

Coordenador da Defesa Civil de Timbó falou sobre prevenção, eventos climáticos e como a população deve agir em situações de risco

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Durante participação no podcast Mistukenti, o coordenador da Defesa Civil de Timbó, Eduardo Senem, esclareceu dúvidas da população sobre simulados de desastres e destacou medidas de prevenção e resposta a emergências climáticas.

A conversa abordou o funcionamento da Defesa Civil no município, a preparação para eventos extremos e os cuidados que a população deve ter diante de alertas meteorológicos.

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Com experiência desde a infância no voluntariado dos bombeiros, Senem relembrou sua trajetória no atendimento a ocorrências e explicou que o trabalho da Defesa Civil evoluiu muito nos últimos anos.

Eduardo Senem explica simulados da Defesa Civil e orienta população no Mistukenti
Créditos: Fábio Ferrari – Misturebas News

Segundo ele, hoje a atuação do órgão se baseia em quatro pilares principais: prevenção, mitigação, resposta e recuperação.

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De acordo com o coordenador, os simulados realizados periodicamente não indicam que algum desastre esteja previsto. O objetivo é justamente preparar equipes e a população para situações reais.

“Todo ano ocorre o simulado geral da Defesa Civil. Não significa que estamos prevendo algo, mas sim nos preparando para quando algum evento climático acontecer”, explicou.

Eduardo Senem explica simulados da Defesa Civil e orienta população no Mistukenti
Créditos: Fábio Ferrari – Misturebas News

Senem destacou ainda que Santa Catarina possui uma estrutura avançada em comparação a outros estados, com sistemas tecnológicos de monitoramento e previsão mais precisos.

Durante a entrevista, ele também comentou sobre as mudanças no comportamento do clima.

Segundo estudos, eventos longos de chuva, que antes duravam vários dias e provocavam enchentes graduais, estão dando lugar a fenômenos mais rápidos e intensos, como microexplosões, vendavais e enxurradas localizadas.

Outro ponto de atenção, segundo ele, são construções em áreas consideradas de risco, como encostas e proximidades de barrancos.

Nessas situações, a Defesa Civil exige laudos técnicos de engenheiros e geólogos para avaliar a segurança do solo antes de autorizar construções.

Em casos de emergência, o atendimento ocorre de forma rápida por meio da integração entre diversos órgãos.

Chamados feitos pelos números 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros) acionam imediatamente equipes que podem mobilizar bombeiros, Polícia Militar, secretarias municipais e até forças estaduais ou federais, dependendo da gravidade da situação.

O coordenador também orientou a população sobre como agir diante de alertas de chuva forte ou risco de deslizamentos.

>>LEIA TAMBÉM: Pedágio Solidário: bombeiro conta no Mistukenti como a iniciativa transforma o dia a dia da associação e revela bastidores da rotina nas emergências

Entre as principais recomendações estão evitar atravessar áreas alagadas, não circular em pontes cobertas pela água e procurar abrigo em locais seguros durante temporais. Em casas sem laje, por exemplo, o banheiro costuma ser o local mais seguro durante vendavais.

“Se houver sinais de deslizamento, como barulho de pedras ou movimentação de terra, a orientação é sair imediatamente do local e buscar abrigo seguro com familiares ou vizinhos”, reforçou.

Segundo Senem, a prevenção e a atenção aos alertas emitidos pela Defesa Civil são fundamentais para reduzir riscos e salvar vidas.

Créditos: Fábio Ferrari – Misturebas News

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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