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Mulher acusada de participar de tentativa de homicídio contra atual do ex após ritual frustrado para reatar casamento vai a júri em SC

A própria cartomante foi quem sugeriu o crime.

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Teve início na manhã desta sexta-feira (27), no Fórum de Chapecó, o julgamento da mulher acusada de envolvimento na tentativa de assassinato da atual companheira de seu ex-marido. O caso, registrado em 2019 e que ganhou ampla repercussão em Santa Catarina, chega agora à etapa final no Tribunal do Júri.

Segundo divulgado pelo G1, a sessão começou por volta das 8h30, com a formação do Conselho de Sentença. O julgamento estava previsto para dezembro de 2025, mas foi adiado após a defesa informar que a ré se encontrava internada em uma clínica psiquiátrica.

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De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por uma tentativa frustrada de reatar o relacionamento. A acusada procurou uma cartomante e desembolsou cerca de R$ 300 mil em um suposto ritual. Sem o resultado esperado, a cartomante teria sugerido a execução da vítima.

A vítima foi surpreendida por disparos de arma de fogo no centro da cidade, em 3 de junho de 2019, e, apesar de ter sido atingida três vezes na cabeça, sobreviveu, ficando com sequelas permanentes.

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Ainda segundo o G1, as apurações apontam que o atirador, um homem de nacionalidade paraguaia, foi contratado pelo marido da cartomante para cometer o crime e recebeu a orientação de encenar um latrocínio para despistar a motivação real. Ele foi detido minutos após a ação, quando tentava fugir de motocicleta, e parte da ocorrência foi registrada por câmeras de segurança instaladas na rua.

Outros envolvidos já foram julgados e condenados. Em novembro de 2021, o executor dos disparos recebeu pena de 15 anos e oito meses de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio qualificado, além de condenações por porte ilegal de arma com numeração suprimida e uso de documento falso.

Em 2022, a cartomante foi sentenciada a quatro anos de reclusão por extorquir a própria cliente mediante ameaça de morte contra ela e o neto. O marido da cartomante também foi condenado, com pena fixada em 12 anos de prisão.

Após o atentado, a mulher que agora vai a júri também teria sido alvo de novas exigências financeiras. Segundo o processo, a cartomante pediu mais R$ 800 mil para deixar a cidade com o marido, sob ameaça. Parte desse valor, cerca de R$ 90 mil em cheques, chegou a ser compensada.

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Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o julgamento deve encerrar um dos casos criminais mais complexos e comentados do estado nos últimos anos, envolvendo múltiplos réus e diferentes condenações.

Em nota, a defesa sustenta que a acusada é inocente e que também foi vítima da cartomante, já condenada por extorsão. Os advogados afirmam confiar que os jurados reconhecerão a ausência de responsabilidade da cliente nas acusações.

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