Esquema de R$ 1 bilhão com ligação ao PCC é alvo de investigação em SP e SC
Até o momento, um homem foi preso e veículos foram apreendidos.
Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público ocorre em São Paulo e Santa Catarina para investigar um grupo criminoso de origem chinesa suspeito de lavar dinheiro por meio da venda de produtos eletrônicos.
As apurações indicam que o esquema, com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses.
Segundo os investigadores, a quadrilha usava empresas de fachada e redirecionava pagamentos para encobrir o fluxo real de recursos. As vendas eram registradas em uma plataforma principal, mas os valores iam para outras companhias que funcionavam como “contas de passagem”, enquanto notas fiscais eram emitidas por terceiros, dificultando o rastreio financeiro.
Cerca de 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Sefaz-SP e dois promotores participam da operação, que cumpre 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão nos dois estados. Quatro endereços ligados ao grupo estão sendo vistoriados e até o momento, um homem foi preso e veículos foram apreendidos.
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A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores do grupo, incluindo imóveis de luxo avaliados em ao menos R$ 25 milhões, veículos e dezenas de contas bancárias em nome de laranjas. As investigações mostram que pessoas com antecedentes criminais atuavam como sócios de fachada e proprietários de bens valiosos, protegendo o patrimônio do grupo.
O esquema também apresenta indícios de fraudes fiscais e irregularidades patrimoniais, que serão encaminhadas aos órgãos competentes para as providências legais.
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