Autora de trilogia de sucesso, escritora de Rodeio enfrenta doença rara e vive longa batalha após transplante
A escritora e costureira Larissa Vieira Nunes de Oliveira, moradora de Rodeio, no Médio Vale do Itajaí, vive hoje um dos capítulos mais difíceis de sua história.
Autora de quatro livros já publicados, Larissa ganhou destaque ao transformar a imaginação em palavras enquanto levava uma vida simples na indústria têxtil. Agora, aos 26 anos, enfrenta uma longa batalha pela vida após ser diagnosticada com doenças raras na medula óssea e passar por um transplante.
A trajetória literária começou de forma silenciosa. Durante mais de um ano, Larissa escreveu escondida da família e até do marido.
Entre linhas de fantasia e romance, nasceu a trilogia Wolf Black, criada enquanto ela trabalhava como costureira em uma fábrica de Rodeio. A revelação veio apenas quando a obra já estava concluída, surpreendendo quem convivia com ela diariamente.
O sucesso abriu caminho para novas publicações e, em 2023, ela lançou seu primeiro livro por uma editora, alcançando um feito raro para uma autora independente do interior de Santa Catarina.
Ao todo, Larissa já publicou quatro livros, consolidando seu nome entre leitores de fantasia e romance.
Paralelamente à carreira literária, porém, ela enfrentava uma investigação médica que durou quase cinco anos. Após inúmeros exames, veio o diagnóstico: talassemia, mielodisplasia e mielofibrose, além de outras condições associadas, como taquicardia postural ortostática e migrânea com aura visual.
As doenças foram causadas por uma mutação genética rara, que compromete o sistema imunológico e aumenta significativamente o risco de evolução para câncer e leucemia.
Diante da gravidade do quadro, médicos decidiram acelerar o processo para um transplante de medula óssea. O procedimento foi realizado em dezembro, utilizando a medula do irmão de Larissa, que apresentava 50% de compatibilidade.
Mesmo sem a compatibilidade ideal, a equipe optou por não esperar um doador mais adequado, devido ao risco iminente da doença avançar.
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O transplante foi considerado um sucesso e curou as doenças da medula. No entanto, o pós-operatório foi marcado por complicações severas.
Larissa ficou 37 dias internada em isolamento completo, enfrentou manchas pelo corpo causadas por reação tóxica do organismo, líquido nos pulmões, que a levou à UTI por 24 horas, além de mucosite e candidíase na garganta, que a impediram de se alimentar ou ingerir água por cerca de duas semanas, exigindo uso contínuo de morfina.
Atualmente, Larissa está internada na Casa de Apoio do Cepon, em Florianópolis, onde permanece sob acompanhamento médico diário.
Apesar de ter recebido alta do isolamento, o tratamento será de longo prazo. Todos os anos, ela precisará realizar exames constantes para rastrear possíveis tumores, já que a mutação genética impede o organismo de desenvolver defesas naturais contra o câncer.
Recentemente, surgiu mais uma complicação: suspeita de necrose em ambos os joelhos, condição rara associada ao uso prolongado de corticóides durante a internação.
A dor é intensa, exige medicação mais forte que a morfina e limita totalmente sua mobilidade. Larissa depende de muletas, andador e cadeira de rodas, sem poder apoiar peso nas pernas, sob risco de fraturas ou rompimento de tendões.
Além dos desafios físicos e emocionais, a família enfrenta dificuldades financeiras. Larissa está há cerca de um ano sem receber qualquer benefício do INSS.
Mesmo com laudos médicos que atestam a impossibilidade de trabalhar e o risco de infecções graves, o benefício foi negado, e o processo judicial também não teve parecer favorável até o momento. A renda da família hoje depende exclusivamente de rifas, doações e da solidariedade de amigos e apoiadores.
Os gastos com medicamentos são altos e constantes. Muitas medicações não são fornecidas pelo sistema público, gerando despesas semanais que ultrapassam R$ 300.
Atualmente, Larissa faz uso de mais de 20 comprimidos por semana, com ajustes frequentes conforme a evolução do tratamento.
Apesar de tudo, ela segue lutando, amparada pela fé, pelo apoio da família e pela mobilização de pessoas que acompanham sua história.
A jovem escritora, que antes criava mundos de fantasia, agora escreve uma história real de resistência, coragem e esperança, enquanto busca forças para se reerguer e continuar vivendo, um dia de cada vez.
Quem quiser ajudar Larissa Vieira Nunes de Oliveira neste momento pode entrar em contato diretamente pelo telefone (47) 99171-9057, número disponibilizado pela família para informações sobre doações e formas de apoio. Qualquer contribuição faz diferença para custear medicamentos, despesas do tratamento e a permanência em Florianópolis durante a recuperação de longo prazo.
O Misturebas se solidariza com Larissa e com toda a sua família neste momento delicado. Histórias como a dela mostram que, por trás de livros, conquistas e sonhos realizados, existem pessoas reais, que enfrentam batalhas silenciosas longe dos holofotes.
Que a força demonstrada por Larissa ao longo de sua trajetória como escritora e como ser humano seja acompanhada por apoio, empatia e solidariedade!
Confira!
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