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Nível histórico de baixa na Represa Palmeiras coloca em risco turismo e economia de Rio dos Cedros

O que antes representava beleza natural e fonte de renda passou a gerar preocupação.

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Rio dos Cedros vive um momento delicado com a forte redução do nível da Represa Palmeiras, um dos principais cartões-postais do município. O volume de água atingiu a marca mais baixa já registrada, superando o limite de rebaixamento de sete metros previsto na legislação ambiental.

A consequência imediata é sentida no setor turístico, com cancelamentos de reservas, diminuição do movimento em hotéis e pousadas e retração das atividades náuticas, que sempre impulsionaram a economia local.

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Empresários e moradores relatam perdas financeiras e alertam para o impacto negativo na imagem da cidade, conhecida no Vale Europeu pelo turismo de natureza e lazer.

A paisagem, antes marcada pelo espelho d’água e pela intensa circulação de embarcações de recreio, hoje revela margens secas e estruturas sem acesso à água, afastando visitantes e desestimulando novos investimentos no setor.

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O problema, no entanto, vai além da frustração turística. A represa exerce funções estratégicas, tanto ambientais quanto econômicas, e a estiagem prolongada associada ao rebaixamento excessivo tem provocado sinais visíveis de desequilíbrio ecológico.

Moradores e ambientalistas apontam o ressecamento das margens, alterações no microclima e a redução de espécies aquáticas como indícios de um impacto mais profundo no ecossistema da região.

Levantamentos feitos no local indicam que o nível atual ultrapassa o limite autorizado pelas normas ambientais, o que caracteriza possível descumprimento das condicionantes legais. Diante disso, a comunidade passou a cobrar explicações e providências da Celesc, responsável pela operação das barragens.

Também há pedidos para que o Ministério Público atue na verificação das licenças ambientais, na apuração de responsabilidades e na exigência de medidas urgentes para recuperar o volume de água e conter novos prejuízos.

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A Represa Palmeiras integra um complexo hídrico e energético fundamental para a história do município. Ela abastece a usina homônima, construída entre 1959 e 1963, com capacidade de geração de 24 megawatts-hora, além de funcionar em conjunto com a Usina Rio dos Cedros e as barragens do Pinhal e Rio Bonito.

Esse sistema foi decisivo para o desenvolvimento econômico e para a consolidação de Rio dos Cedros como referência regional em turismo ecológico.

Hoje, o cenário contrasta com o passado que projetou a cidade. O que antes era sinônimo de beleza natural e oportunidades de renda se transformou em motivo de apreensão.

A crise na Represa Palmeiras expõe a fragilidade de uma cadeia econômica baseada no turismo e reforça a urgência de ações coordenadas para equilibrar geração de energia, preservação ambiental e sustentabilidade econômica. Sem medidas concretas, os danos podem se tornar irreversíveis para a comunidade e para o patrimônio natural do município.

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Um Comentário

  1. Represa do Pinhal com bom nível de água, e a Barragem de Palmeiras com nível baixo, porém totalmente navegavel, a marina colocou neste sábado mais de 40 embarcações na água.

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