Brasileiros veem prosperidade além da renda, revela estudo Sicredi/Datafolha
Levantamento aponta quatro dimensões que moldam a percepção de uma vida próspera

Um estudo inédito realizado pelo Sicredi em parceria com o Datafolha mostra que, embora o aspecto econômico seja central na definição de prosperidade para os brasileiros, o conceito vai muito além do dinheiro.
A pesquisa investigou como a população entende o tema, o quanto se considera próspera e de que forma vivencia essa ideia no cotidiano.
O levantamento identificou quatro dimensões que estruturam essa percepção: a econômica, ligada a estabilidade, qualificação e oportunidades; a psicológica, relacionada ao bem-estar emocional e autoestima; a espiritual, que engloba propósito e conexão com crenças; e a social, que envolve vínculos e convivência comunitária.
Entre elas, a econômica possui o maior peso, com 39% de relevância, enquanto as demais somam 61%, evidenciando a amplitude do conceito.
Segundo Paulo Alves, gerente de pesquisa de mercado do Datafolha, a diversidade de vivências resulta em entendimentos distintos sobre prosperidade, e as quatro dimensões ajudam a organizar esse conjunto de percepções.
A pesquisa também mostrou que 47% dos brasileiros afirmam prosperar “com dificuldade”, citando desafios como insegurança no trabalho e dificuldade para fechar o mês.
Ainda assim, 41% se consideram muito prósperos (notas 9 e 10), e outros 40% se veem no nível intermediário.
Os recortes demográficos revelam contrastes. Mulheres se dizem mais prósperas que homens, e a percepção aumenta conforme a idade: entre jovens, 28% se consideram plenamente prósperos; entre pessoas com 60 anos ou mais, esse número sobe para 49%.
Quem possui ensino fundamental também se avalia como mais próspero do que aqueles com ensino superior. Regionalmente, o Nordeste aparece com o maior índice de pessoas que se consideram muito prósperas, seguido pelo Norte.
Moradores do interior também demonstram maior sensação de prosperidade que os das regiões metropolitanas.

>>>> LEIA TAMBÉM: MJSP lança plataforma nacional com lista dos foragidos mais procurados do Brasil
Para Alexandre Barbosa, diretor-executivo de Estratégia, Sustentabilidade, Administração e Finanças do Sicredi, os resultados reforçam a importância do tema dentro do propósito da cooperativa, que pretende utilizar os dados para direcionar estratégias, ações sociais e programas de educação financeira.
O estudo também avaliou a relação entre instituições financeiras e prosperidade. Pessoas que se consideram mais prósperas utilizam, em média, mais produtos financeiros.
Além disso, a participação em cooperativas de crédito aparece como um fator de reforço: 86% dos entrevistados que se relacionam com cooperativas se consideram prósperos, número que sobe para 92% entre associados do Sicredi.
A pesquisa foi realizada em duas etapas: uma qualitativa, com grupos focais em todas as regiões do país, e outra quantitativa, que ouviu 2.003 pessoas de 113 cidades entre os dias 8 e 17 de setembro de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais.









