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Morador de SC que atuava como voluntário na guerra da Ucrânia desaparece durante missão

Até julho, o Itamaraty registrava nove brasileiros mortos e 17 desaparecidos.

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A família de Joás da Rosa Oliveira, 29 anos, vive um período de angústia desde que, o morador de São José, na Grande Florianópolis, desapareceu na Ucrânia. Ele viajou ao país em 29 de junho para atuar como voluntário na guerra contra a Rússia e, segundo relatos recebidos pela esposa, deixou de dar notícias após ser enviado para uma missão em novembro.

Segundo divulgado pelo G1, Joás é casado há nove anos com Cálita Cristina Ribeiro e pai de duas crianças, de 7 e 8 anos. Desde o sumiço, a família busca informações junto à embaixada brasileira e ao Governo Federal.

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Cálita conta que a última conversa com o marido ocorreu em 9 de novembro, quando ele a avisou que participaria de uma operação e ficaria incomunicável por três dias. A previsão era de que retomasse o contato na quarta-feira daquela semana, o que nunca aconteceu.

Posteriormente, colegas que atuavam com ele informaram que o brasileiro desapareceu no dia 15 de novembro, por volta das 9h. A embaixada do Brasil em Kiev confirmou que foi oficialmente notificada pelas autoridades ucranianas sobre o caso e afirmou estar prestando o apoio consular à família.

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Ainda de acordo com o G1, a esposa contou que Joás não tinha vínculos com a Ucrânia e decidiu viajar por iniciativa própria, com o desejo de contribuir de alguma forma no conflito. Ela relata que ele custeou a própria passagem aérea e que não recebia salário por atuar como voluntário.

Antes de ser enviado ao front, passou por treinamentos entre agosto e outubro e, em seguida, foi direcionado a uma base segura na região de Zaporizhia, de onde partiu para a missão em que desapareceu.

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Segundo o G1, as conversas entre o casal eram feitas por WhatsApp, e Cálita lembra que ele mencionava apenas a intensidade dos treinamentos, algo que já esperava encontrar.

Desde o início da guerra, estrangeiros de diversos países se inscreveram para integrar a defesa ucraniana. Brasileiros que passaram pela região relataram experiências duras e situações traumáticas. Até julho deste ano, o Itamaraty contabilizava nove brasileiros mortos e 17 desaparecidos no conflito.

De acordo com o governo brasileiro, o atendimento consular é prestado conforme a legislação e depende do contato feito pelo cidadão ou familiares, como ocorre agora no caso de Joás.

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