Ex-prefeito afirma que alertou o MP em 2024 enquanto GAECO apura fraude milionária na Seurb em Blumenau
Investigação mira servidores e empresários suspeitos de simular entregas e causar prejuízo superior a R$ 3 milhões.
A operação deflagrada pelo GAECO na manhã desta quarta-feira (26) trouxe novamente à tona suspeitas de fraudes envolvendo a antiga Secretaria de Conservação e Manutenção Urbana (Seurb), em Blumenau.
Entre os alvos da investigação estão servidores públicos, empresários e um ex-gestor municipal.
Após a ação, quem se manifestou foi o ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL), que atualmente ocupa o cargo de secretário estadual de Proteção e Defesa Civil.
De acordo com Hildebrandt, as primeiras evidências de irregularidades surgiram ainda no início de 2024.
Diante disso, a Procuradoria Geral do Município teria aberto sindicâncias internas, que posteriormente motivaram a contratação de uma auditoria externa para aprofundar a análise dos contratos e procedimentos ligados à Seurb.
O ex-prefeito afirma que essas apurações resultaram na criação de novos controles internos e de um programa de integridade, medidas implementadas antes do término de sua gestão.
Ele também declarou que o relatório final da auditoria foi entregue diretamente ao Ministério Público e que a prefeitura solicitou a continuidade das investigações em âmbito judicial.
Operação cumpre mandados e apreende valores em quatro cidades
A ação do GAECO realizou 16 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Gaspar, Brusque e Pomerode.
Durante o cumprimento, agentes localizaram 50 mil dólares e R$ 80 mil, que agora passarão por perícia da Polícia Científica.
As suspeitas levantadas pelo Ministério Público apontam que, entre 2022 e 2024, o grupo investigado teria fraudado processos relacionados ao fornecimento de macadame, simulando entregas, alterando documentos e recebendo pagamentos irregulares.
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O prejuízo estimado ultrapassa R$ 3 milhões. Há também indícios de ocultação de patrimônio e movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos envolvidos.
Em uma das diligências, um investigado reagiu armado e acabou preso.
Após a operação, contratos entre o município e as empresas investigadas foram suspensos, e dois servidores foram afastados.
A prefeitura afirma colaborar com o Ministério Público e entregou documentos referentes ao ano de 2025 para auxiliar na continuidade das investigações.
A atual administração municipal destacou que os fatos investigados dizem respeito ao período entre 2022 e 2024, ou seja, antes do início do mandato atual.








Sr Mário só mama na reta pública mas 2022 a 2024 só aí acordou ou já tinha dinheiro suficiente.Que gestor é esse