Polícia Civil conclui inquérito e indicia professor por abuso de aluna de 9 anos em sala de aula em Gaspar; novo caso é investigado
Indiciado por estupro de vulnerável, suspeito pode ter feito outras vítimas.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (25), o inquérito envolvendo um professor da rede pública suspeito de abusar sexualmente de uma aluna de 9 anos durante uma aula em Gaspar.
O caso teria ocorrido dentro da sala, enquanto outros estudantes estavam presentes.
Segundo o delegado responsável, Filipe Martins, o professor, que também é investigado por fato semelhante em Pomerode, foi preso, ouvido e interrogado na presença do advogado.
Durante o depoimento, ele confirmou a intenção dos atos relatados pela criança, o que contribuiu para o indiciamento.
O suspeito foi enquadrado pelo crime de estupro de vulnerável e, devido às circunstâncias, também pelo artigo 218-A do Código Penal, que trata de práticas libidinosas na presença de menores de idade.
Novo inquérito aberto após relato de outra criança
Durante as diligências, a Polícia Civil recebeu a comunicação de um novo possível caso envolvendo o mesmo professor, desta vez em outra escola de Gaspar.
Diante disso, foi instaurado um segundo inquérito.
O delegado informou que o depoimento da nova vítima apresenta similaridades com as narrativas anteriores, e que testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer as circunstâncias.
Alerta às famílias e risco de múltiplas vítimas
O delegado fez um alerta às famílias, orientando pais e responsáveis a conversarem com seus filhos e observarem qualquer relato relacionado à atuação do professor, que lecionava artes e musicalização na rede pública.
Por lei, nome e imagem do investigado não podem ser divulgados.
De acordo com o delegado, a dinâmica dos crimes relatados indica estratégias de aproximação, incluindo entrega de presentes e doces às crianças.
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Uma das vítimas trouxe detalhes novos sobre situações que teriam ocorrido em sala de aula, possivelmente envolvendo mais estudantes.
Apreensão de celular e novas medidas
O celular do professor foi apreendido, e a Polícia Civil busca agora autorização judicial para acesso aos dados do aparelho, com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e dimensionar a extensão dos crimes.
A corporação reforça o pedido para que familiares busquem diálogo com as crianças e comuniquem qualquer informação relevante, a fim de colaborar com as investigações. ASsista no vídeo a seguir.










