Advogado de Bolsonaro diz que polêmica da tornozeleira “tenta justificar o injustificável” após prisão do ex-presidente
O advogado de Jair Messias Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno, criticou duramente a repercussão envolvendo a tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente, que foi alvo de tentativa de violação segundo a Polícia Federal.
Para o defensor, a narrativa construída em torno do caso “tenta justificar o injustificável” e não se sustenta como motivo para a prisão preventiva.
Bolsonaro foi detido na manhã deste sábado (22/11), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado entendeu que a falha detectada no equipamento de monitoramento eletrônico, somada ao contexto político das últimas 24 horas, indicaria risco de fuga.
A decisão veio um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar apoiadores para uma vigília em frente ao condomínio onde o pai cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A movimentação intensa no local foi citada pelo ministro como fator que poderia comprometer fiscalizações e “favorecer eventual evasão”.
Defesa rebate acusações
Paulo Amador da Cunha Bueno afirmou que a acusação de violação intencional é infundada e que Bolsonaro “jamais tentaria burlar qualquer medida judicial”. O advogado destacou ainda que o episódio vem sendo usado para dar “contornos dramáticos” a uma situação que, segundo ele, carece de base jurídica para justificar a prisão preventiva.
A defesa deve apresentar recursos nos próximos dias para tentar derrubar a decisão e restabelecer o regime domiciliar.
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Entenda o caso
A tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro registrou uma interferência anormal, apontada pelo sistema como tentativa de manipulação. A Polícia Federal registrou em vídeo o ex-presidente admitindo ter encostado um ferro quente (de solda) no equipamento.
Para Moraes, a ação indica intenção deliberada de romper o dispositivo. A defesa sustenta que não houve tentativa de violação e que o incidente não configuraria risco de fuga.
Repercussão
A prisão preventiva do ex-presidente desencadeou forte mobilização política e debates nas redes sociais, reacendendo o embate entre aliados de Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sob regras mais rígidas de monitoramento.
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