Homem é preso em flagrante por ameaçar ex-companheira dentro do Fórum de Curitibanos
Agressor reincidente foi detido após ameaçar a ex-companheira dentro do Fórum.
Um homem foi preso em flagrante por ameaça contra a ex-companheira dentro do Fórum da comarca de Curitibanos, no Meio-Oeste catarinense, na tarde de quinta-feira (30).
O caso chamou atenção pela ousadia do agressor, que abordou a vítima enquanto ela aguardava para ser ouvida pela Vara Criminal em processos nos quais já figura como réu.
Segundo informações do Judiciário, a mulher estava no local para prestar depoimento quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que iniciou novas ameaças.
Policiais militares foram acionados imediatamente e efetuaram a prisão ainda nos corredores do prédio.
O histórico do acusado inclui diversas ocorrências de violência doméstica e familiar. Em outubro de 2022, ele teria ameaçado a vítima com um facão durante uma discussão sobre a guarda da filha do casal.
Já em março de 2024, o homem voltou a procurá-la no local de trabalho, novamente armado com um facão, e proferiu ameaças de morte.
Além desses episódios, o agressor já foi condenado por lesão corporal contra a mesma mulher, com laudo pericial que comprovou as agressões.
Na sentença anterior, o magistrado responsável destacou que, mesmo diante de uma eventual reaproximação entre as partes, a gravidade dos fatos não pode ser ignorada, ressaltando a importância de garantir a integridade física e emocional da vítima.
Após a prisão em flagrante, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
>> LEIA TAMBÉM: Condenado a 10 anos por tentativa de feminicídio, réu agiu com frieza e machismo estrutural em Curitibanos
O Poder Judiciário de Santa Catarina reforçou que casos de violência doméstica são tratados com prioridade e que mulheres em situação de risco podem buscar amparo por meio da rede de proteção e solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
A ocorrência serve como alerta para a importância de denunciar e de manter a vigilância diante de reincidências em casos de violência doméstica — mesmo em espaços que, como o Fórum, simbolizam segurança e justiça.








