“O marketing não é mais o mesmo”: Heron da Veiga fala no Mistukenti sobre a nova era digital

No último episódio do Mistukenti, o convidado Heron da Veiga fez uma verdadeira aula — e um alerta — sobre o que muitas empresas ainda não perceberam no universo do marketing digital.
O papo, descontraído, abordou desde os primórdios da internet e da criação de sites até os novos rumos da inteligência artificial (IA) aplicada ao tráfego pago e ao atendimento.
Da estamparia ao site: os primeiros passos
Heron relembrou como começou em 1998, desenvolvendo desenhos para bordados, estampas, e depois evoluindo para criação de sites e agências. “Muita coisa feia, feia, mas fazia para ganhar dinheiro”, brincou.
Naquela época, o cenário era outro: computador “pedalado”, conexão discada, MSN girando. A internet ainda era território pouco explorado — e o marketing digital, quase um conceito distante.
Há cerca de dez anos, o marketing era visual, offline, dependente de outdoors, catálogos, rádio e TV. Mas com o crescimento das redes sociais e plataformas digitais, o jogo mudou — e quem ficou parado, ficou para trás.
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“Hoje, se tu falar, ‘tenho R$ 900 pra investir em tráfego pago’, cara, isso significa muito. A concorrência é grande.”
Heron destacou que, no início, o Google Ads rendia resultados expressivos com pouco investimento. Agora, é preciso estratégia e entendimento do público para gerar conversão.
Estratégia antes de ”apertar o botão”
Um dos pontos centrais do episódio foi o equívoco de achar que marketing digital é “apertar botão”.

“A estratégia vem antes de tudo. Antes de você começar a apertar botão, antes de começar a fazer criativo.”
Heron defendeu que o sucesso das campanhas depende do diagnóstico: descobrir as dores do cliente, entender o negócio e só então investir em anúncios.
O convidado ressaltou que o tráfego pago não substitui o conteúdo orgânico.
“O orgânico é mais demorado, mas é real.”
Para ele, antes de investir pesado em anúncios, a empresa deve fortalecer sua base orgânica — site, SEO e presença consistente.
“Seguidores, para mim, é só métrica de vaidade.”
A força da IA e o novo papel do vendedor
Heron também destacou o papel da inteligência artificial na transformação do marketing.
Sua agência desenvolveu uma IA que atua em grupos de WhatsApp, responde dúvidas em texto ou áudio e até gera relatórios automáticos.
“A IA vai lá, busca e manda um WhatsApp pra ti. E tu acha que é uma pessoa.”
Ele acredita que o vendedor tradicional precisa se adaptar: “O vendedor de porta em porta já está perdendo espaço. A IA faz parte da nova rotina”.
Heron diferencia a consultoria teórica da prática.
“Tudo que eu propor em uma consultoria, eu consigo entregar.”
Ele realiza auditorias completas, coleta dados, cria planejamento e acompanha a execução junto à equipe.
Citou o caso de um cliente que reduziu R$ 7.500 em custos mensais apenas ao otimizar ferramentas e aplicar IA.
“Dá um Google sobre o teu negócio e vê se aparece. O povo sempre esperou a coisa derreter pra procurar o marketing. Hoje não tem mais essa colher de chá.”
O consultor reforçou que o digital não é opcional, é questão de sobrevivência. Interessados podem conhecer o trabalho dele pelo site (clique aqui).
Antes de encerrar, Heron antecipou que voltará ao Mistukenti para uma “parte 2” dedicada exclusivamente às IAs e às novas tendências do setor.
“Se não quiser ficar pra trás, procure alguém que entenda, faça treinamento de IA e coloque o teu negócio dentro dessas ferramentas.”
O episódio reforça o que já é tendência: marketing digital não é sobre algoritmos, é sobre estratégia, dados e adaptação constante. E, no Mistukenti, essa conversa mostrou que o futuro já começou.
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