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PIB de Santa Catarina cresce 4,2% no primeiro semestre de 2025 e supera média nacional

Estado mantém trajetória de expansão desde 2017.

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 4,2% nos seis primeiros meses de 2025, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O índice é superior ao registrado pelo Brasil no período, de 2,5%, e coloca o estado entre os principais destaques da economia nacional. A pesquisa faz parte de um mapeamento da evolução econômica dos três estados do Sul.

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No recorte regional, o PIB cresceu 3,5% no semestre, um ponto percentual acima da média brasileira, impulsionado pelos resultados de Santa Catarina e do Paraná (5,3%). O Rio Grande do Sul teve desempenho mais modesto, com 1%.

Os dados revelam que a agropecuária foi determinante para o crescimento catarinense, com alta de 15,5% entre abril e junho. Cerca de 75% desse avanço está ligado às lavouras de milho, soja e fumo.

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“A soja é a nossa principal lavoura tanto no país quanto em Santa Catarina. Então, quando ela vai bem, a gente vê que a agropecuária normalmente desponta. E a soja é uma colheita muito concentrada no primeiro semestre”, explicou a economista Juliana Trece, do FGV Ibre e uma das autoras do estudo.

O setor industrial também contribuiu, mesmo com perda de fôlego no segundo trimestre. A diversidade da indústria catarinense, que envolve desde alimentos até metalurgia, ajudou a sustentar os resultados positivos.

“Normalmente, um estado X é destaque ‘nisso’ ou ‘naquilo’. A gente vê que tem bastante segmentos importantes na economia de Santa Catarina, o que também reduz um pouco essa vulnerabilidade”, avaliou Trece.

Já o setor de serviços registrou crescimento de 2,6% na região Sul. Em Santa Catarina, o desempenho ficou em 3%, com o comércio responsável por quase metade da expansão.

Segundo a pesquisa, o estado mantém tendência de crescimento desde 2017. Trece lembra que essa evolução mudou o posicionamento de Santa Catarina no cenário nacional.

“Inclusive, ele já passou a Bahia como a sexta maior economia do país, antes era a sétima. A gente consegue perceber principalmente pela indústria e pelo setor de serviços. A gente vê diversos segmentos que Santa Catarina tem um crescimento. Isso estruturalmente falando”.

Estudo

O levantamento buscou preencher a falta de dados recentes sobre o PIB estadual, os últimos divulgados oficialmente pelo IBGE são de 2022.

Para chegar às projeções, os pesquisadores usaram indicadores conjunturais do próprio IBGE, como a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Também foram consideradas informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional do Petróleo (ANP), DataSUS e Inep.

“Foram usados diversos indicadores conjunturais, a maioria do próprio IBGE, para completar essa metodologia e conseguir chegar nessa estimativa do que está acontecendo na economia”, destacou Trece.

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