Homem que matou a própria mãe é preso por esquartejar companheira
Ele abandonou uma mala com parte do corpo da vítima no setor de guarda-volumes de uma rodoviária.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu na última quinta-feira (4) um publicitário acusado de matar e esquartejar uma mulher em Porto Alegre. O suspeito foi identificado após câmeras de segurança registrarem o momento em que ele abandonava uma mala com parte do corpo da vítima no setor de guarda-volumes da rodoviária da capital.
Segundo divulgado pela CNN, ele era companheiro da mulher e utilizou documentos e celular dela para tentar enganar familiares e realizar saques bancários.
Este não é o primeiro crime atribuído ao publicitário. Em 2015, ele foi condenado por assassinar a própria mãe, de 76 anos, em Porto Alegre. O corpo da idosa foi encontrado concretado dentro de um móvel no apartamento onde ambos viviam.
A Justiça gaúcha o sentenciou a 27 anos de prisão, mas ele havia conseguido progredir para o regime semiaberto em 2024 e estava foragido desde abril. Na época, o Ministério Público apontou que a motivação do crime era financeira, já que o filho se apossou de um seguro de vida de R$ 400 mil deixado pelo pai.
Ainda segundo a CNN, a investigação atual teve início no dia 1º de setembro, quando funcionários da rodoviária acionaram a Brigada Militar após perceberem um forte odor vindo de uma mala. Dentro dela, foi localizado o tronco de uma mulher.
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Semanas antes, em 13 de agosto, braços e pernas haviam sido encontrados em sacos de lixo na Zona Leste da capital. A perícia confirmou que todos os restos mortais pertenciam à mesma vítima e que os cortes foram feitos após a morte.
As autoridades acreditam que o homem planejou detalhadamente o crime. Ele estava disfarçado ao deixar a mala no terminal e utilizou o documento de outra pessoa como forma de despistar a investigação.
Além disso, um bilhete colado na bagagem indicava o nome e o endereço de um escritório de contabilidade em Canoas, informação que, segundo a polícia, teria sido inserida de propósito para confundir os investigadores. O caso continua em apuração.










