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Enteado é condenado a 12 anos por matar filho da madrasta após briga em Palhoça

Ele disparou sete vezes contra a vítima.

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Um desentendimento familiar terminou em tragédia no bairro Rio Grande, em Palhoça. Após ser expulso da edícula onde morava com a mãe, a irmã e o padrasto, um homem foi morto a tiros dias depois, em um episódio marcado por conflitos dentro da própria família.

No dia 10 de novembro, por volta das 13h, ele retornou à residência pedindo para voltar a viver no local. A mãe, no entanto, recusou o pedido e impediu sua entrada no terreno.

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A negativa gerou uma discussão, que foi ouvida pelo enteado da mulher. Armado, ele se dirigiu até a entrada e disparou sete vezes contra a vítima, que morreu no local. Um dos tiros atingiu a cabeça quando o homem já estava caído.

O caso foi julgado nesta terça-feira (26), pelo Tribunal do Júri da Comarca de Palhoça. A acusação, conduzida pela 7ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, sustentou que o crime foi cometido por motivo fútil, de forma cruel e sem chance de defesa para a vítima.

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O Conselho de Sentença rejeitou os argumentos da defesa de legítima defesa e homicídio privilegiado, resultando na condenação do acusado a 12 anos de prisão.

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Segundo o Ministério Público, a decisão reflete o repúdio da comunidade local a crimes violentos dentro das relações familiares.

O condenado deverá começar a cumprir a pena imediatamente, sem direito de recorrer em liberdade, em consonância com entendimento do Supremo Tribunal Federal que garante execução imediata das sentenças do Tribunal do Júri.

 

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