
Na manhã de quinta-feira (14), a Praia do Campeche, em Florianópolis, foi palco de uma cena que entristeceu moradores e turistas: um filhote de baleia-franca-austral (Eubalaena australis) foi encontrado sem vida, marcando o primeiro encalhe mortal desta espécie na capital catarinense em 2025.
Segundo a Associação R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) em Florianópolis, o filhote, que media cerca de 5,5 metros, já havia sido visto à deriva no mar na manhã anterior. O animal estava em avançado estágio de decomposição quando encalhou.

Nos próximos dias, profissionais do PMP-BS/R3 Animal irão realizar a necropsia para investigar a possível causa da morte e coletar amostras biológicas para estudos científicos. A área foi isolada com fitas para evitar aglomerações e permitir que a equipe trabalhe com segurança.
Este é o terceiro filhote de baleia-franca que encalha morto em Santa Catarina nesta temporada reprodutiva e o primeiro em Florianópolis.
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De acordo com especialistas da R3 Animal, a mortalidade de alguns filhotes é um fenômeno natural, especialmente no inverno, período em que as baleias se deslocam para o litoral catarinense para se reproduzir.

“Diversos fatores podem levar ao encalhe dessas majestosas criaturas, desde causas naturais, como doenças e condições ambientais adversas, até impactos humanos, como colisões com embarcações, ingestão de resíduos sólidos ou interação acidental com redes de pesca”, explica a associação.
O que fazer ao encontrar um animal morto na praia:
Mantenha distância e isole a área;
Não toque no animal;
Evite utilizar flash;
Afaste animais domésticos, que podem transmitir ou contrair doenças;
Acione imediatamente o PMP-BS pelos telefones 0800 642 3341 ou (48) 3018 2316.
O PMP-BS é realizado em cumprimento ao licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama, ligado às atividades da Petrobras na produção e escoamento de petróleo e gás na Bacia de Santos.
A triste cena no Campeche reforça a importância da conscientização ambiental e do monitoramento constante das espécies que frequentam o litoral catarinense.










