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Quadrilha monitorou agência por semanas, invadiu pelo telhado e fez “operação cinematográfica” para roubar cooperativa em Indaial

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Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Indaial, com apoio do 32º Batalhão da Polícia Militar (PMSC), revelou detalhes da ação de uma organização criminosa especializada em ataques a instituições financeiras, responsável pelo furto a uma agência de cooperativa de crédito em Indaial na madrugada de 8 de fevereiro de 2026. Segundo as autoridades, o grupo atuava de forma altamente planejada, realizando monitoramentos semanas antes da execução do crime e dividindo funções entre os integrantes.

De acordo com o relatório da investigação, tudo começou ainda durante a madrugada, quando um veículo estacionou nas proximidades da agência. Um dos suspeitos desembarcou e arrombou a fechadura de uma sala comercial vizinha que estava desocupada e disponível para locação.

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O imóvel passou a ser utilizado como ponto estratégico de observação, onde o criminoso permaneceu por aproximadamente três horas monitorando a movimentação da região e garantindo a segurança da ação.

Local por onde entraram na agência para furtar o cofre
Local por onde entraram na agência para furtar o cofre. (Créditos: PMSC / Misturebas News)

Na sequência, outros dois integrantes chegaram ao local carregando mochilas, uma escada e ferramentas de precisão. O trio acessou o prédio pelo telhado, retirou telhas, perfurou o forro de gesso e conseguiu entrar exatamente sobre a sala onde ficava o cofre da agência.

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Quadrilha monitorou agência por semanas, invadiu pelo telhado e fez
Créditos: PMSC / Misturebas News

Já no interior da instituição, os criminosos neutralizaram o sistema de monitoramento e arrombaram o cofre, fugindo no início da manhã em direção a Blumenau com uma significativa quantia em dinheiro, conforme apontam as investigações.

Planejamento começou semanas antes

As investigações também revelaram que o grupo realizou diversos reconhecimentos antes do ataque.

Em uma das visitas, um dos suspeitos entrou na agência usando um macacão cinza com faixas refletivas, simulando ser um técnico de manutenção. Durante a ação, filmou o ambiente interno com o celular e também arrombou previamente a sala comercial vizinha para avaliar a possibilidade de acessar o cofre pelo forro.

Dias depois, o mesmo homem retornou ao local vestindo camisa azul e boné, realizando uma nova inspeção visual da agência e verificando possíveis vulnerabilidades na parte externa do prédio.

As imagens anexadas ao relatório mostram o suspeito durante essas visitas, além do momento em que o grupo chega à agência durante a madrugada, utiliza o telhado como acesso e deixa o local após o crime.

Grupo pretendia agir em outras cidades

Segundo a investigação, após o sucesso da ação em Indaial, a organização tentou repetir o mesmo método em outras localidades.

Foram identificadas tentativas em Guaramirim e Viamão, além de planos para atacar instituições financeiras em Bela Vista do Toldo, São Joaquim, Santa Rosa de Lima e Ribeirão Preto (SP).

>>LEIA TAMBÉM: Homem coloca fogo em casa, confessa o crime e espera a polícia para ser preso em Indaial

Prisão e buscas

Durante o cumprimento de mandados de busca, policiais apreenderam nas residências dos investigados furadeiras magnéticas, brocas de precisão, marretas, lixadeiras, aparelhos celulares e roupas utilizadas tanto durante os monitoramentos quanto na execução do crime, reforçando os indícios de autoria.

Quadrilha monitorou agência por semanas, invadiu pelo telhado e fez
Material encontrado na casa de um deles em Joinville e usado para cometer os crimes. Créditos: PMSC / Misturebas News)

Na manhã desta sexta-feira (14), equipes do 32º Batalhão da Polícia Militar, com apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) de Joinville, cumpriram um mandado de prisão contra um dos suspeitos naquela cidade.

Outros dois investigados, que também tiveram prisão decretada pela Justiça, continuam foragidos. As investigações prosseguem para localizar os demais envolvidos e identificar possíveis integrantes da organização criminosa.

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