
Brasília, 4 de agosto de 2025 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após o descumprimento de uma medida cautelar anterior, que proibia Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por meio de perfis de terceiros.
Além da prisão domiciliar, Moraes determinou a realização de busca e apreensão na residência do ex-presidente, localizada em Brasília. Os agentes da Polícia Federal recolheram aparelhos eletrônicos, entre eles celulares, que agora serão periciados como parte do inquérito em andamento.
Entre as medidas restritivas impostas, estão:
Proibição de visitas, com exceção dos advogados de defesa;
Proibição do uso de celulares, inclusive de terceiros;
Monitoramento eletrônico, que pode incluir tornozeleira, conforme avaliação das autoridades.
A nova ordem judicial tem como base um episódio ocorrido no último domingo (3), quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em suas redes sociais um vídeo com a manifestação do pai, durante atos realizados por apoiadores em diversas cidades do país. A publicação foi interpretada como uma violação direta à restrição imposta pelo STF, que já havia determinado o afastamento do ex-presidente das redes sociais.
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Moraes justificou a medida afirmando que o ex-presidente tem atuado para burlar as determinações judiciais, recorrendo ao uso indireto de canais de comunicação digital. A conduta foi considerada grave o suficiente para justificar a substituição das medidas anteriores por recolhimento domiciliar imediato.
A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão, mas aliados políticos classificaram a medida como “arbitrária” e prometeram recorrer. O ex-presidente é investigado em diversas frentes no Supremo, incluindo suspeitas de articulação golpista e ataques ao sistema eleitoral.










