Notícias de Santa Catarina

Indústrias de móveis em SC suspendem produção após anúncio de tarifa de 50% nos EUA

Planalto Norte é o mais afetado; empresas já paralisaram atividades e temem demissões diante da queda nas exportações.

Clique e saiba mais!
Garanta já o seu!

Empresas do setor madeireiro e moveleiro no Norte de Santa Catarina enfrentam um cenário de incerteza e desaceleração após a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, deve entrar em vigor no dia 1º de agosto e já está afetando diretamente a atividade econômica da região.

Saiba mais!

Segundo Arnaldo Huebl, vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para a região e empresário do setor, o impacto já é real.

Aqui na região temos empresas que já estão paradas desde a semana passada, outras estão parando esta semana e outras vão parar na semana que vem”, conta.

Faça seu orçamento - Clique aqui

LEIA TAMBÉM: Tarifas de Trump afetam indústria catarinense e atingem exportadores do Vale do Itajaí

Com a suspensão de pedidos por parte de compradores norte-americanos, diversas indústrias de cidades como São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, conhecidas como o principal polo moveleiro do estado, começaram a reduzir o ritmo ou até interromper totalmente suas operações.

O setor estima que, entre as 398 empresas da região, mais da metade realiza exportações para o país. Juntas, essas indústrias empregam cerca de 7 mil trabalhadores de forma direta.

Atualmente, cerca de 62% da produção moveleira do Planalto Norte catarinense é destinada ao mercado dos Estados Unidos.

A suspensão dos embarques partiu dos próprios clientes americanos, que aguardam uma definição mais clara sobre os impactos da nova tarifa nos preços finais.

Diante do cenário, muitas fábricas estão suspendendo as linhas de produção temporariamente. O próprio Huebl, que também preside uma empresa do setor, afirma que deverá paralisar as atividades da indústria na próxima semana.

O setor não descarta demissões caso as tarifas se mantenham e a retomada dos pedidos não ocorra em breve.

Saiba mais!
CLIQUE PARA ENTRAR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo