Limpa fossa em risco: exclusividade da BRK provoca reação de empresários em Blumenau
A determinação está prevista no quinto aditivo do contrato de esgotamento sanitário, já em vigor.

Na tarde desta terça-feira (8), profissionais do setor de limpa fossa de Blumenau se reuniram no plenário da Câmara de Vereadores para protestar, de forma silenciosa, contra a exclusividade concedida à BRK Ambiental na realização desse serviço na cidade.
A determinação está prevista no quinto aditivo do contrato de esgotamento sanitário, já em vigor, e proíbe que outras empresas executem o serviço. O grupo teme que a medida resulte em prejuízos financeiros significativos e até mesmo no fechamento das seis empresas que atuam atualmente no município.
Mesmo sem uma entidade formal que os represente, os empresários decidiram se unir em defesa do livre mercado. Eles argumentam que contribuem com impostos, geram empregos e sempre atuaram legalmente.
A imposição de um prestador único, segundo eles, não apenas ameaça seus negócios, como também retira do consumidor o direito de escolher com quem contratar o serviço. Um dos empresários envolvidos afirma que a mudança representa uma forma de cercear a concorrência, prejudicando tanto as empresas locais quanto os moradores, que passarão a pagar por um serviço terceirizado diretamente na fatura de água, sem alternativa de escolha.
Além da mobilização na Câmara, os empreendedores têm buscado respaldo jurídico para questionar a validade do contrato e pretendem intensificar a divulgação do tema nas redes sociais.

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A população também começou a se posicionar: a arquiteta Larissa Schwanke, por exemplo, acompanhou a sessão e criticou a obrigatoriedade da contratação anual do serviço, alegando que sua residência não demanda esse tipo de limpeza com tanta frequência. Para ela, pagar por algo desnecessário é um gasto injusto que compromete o orçamento familiar.
Na tribuna, vereadores de diferentes partidos manifestaram apoio ao grupo. O presidente da CPI do Esgoto, Diego Nasato (NOVO), ressaltou que a causa beneficia tanto os empresários quanto os consumidores e defendeu o direito de escolha como um princípio básico. O tema deve continuar em debate nas próximas reuniões da CPI, marcadas para todas as terças-feiras, às 10h.










