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Seis tornados são confirmados em Santa Catarina durante a chegada do inverno

Ainda podem ocorrer chuvas isoladas e mudanças nos ventos.

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Os dois últimos fins de semana foram marcados por episódios de forte instabilidade atmosférica em Santa Catarina, com tempestades que deixaram rastros de destruição em diferentes regiões, especialmente no Grande Oeste.

A ocorrência de ventos extremos e danos estruturais levantou a possibilidade da formação de tornados em pelo menos seis municípios. A intensidade dos fenômenos, registrada justamente na passagem do outono para o inverno, reforça o caráter peculiar do clima catarinense.

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Diferente de outras áreas do país, onde os temporais se concentram no verão, o estado enfrenta riscos meteorológicos significativos ao longo de todo o ano. Embora os volumes de chuva geralmente diminuam durante o outono e o inverno, a possibilidade de eventos severos persiste.

Um exemplo marcante foi o chamado “ciclone bomba”, que atingiu Santa Catarina no fim de junho de 2020, provocando mortes e cortes de energia em larga escala. Desde então, a Defesa Civil mantém atenção redobrada e realiza monitoramentos constantes para antecipar possíveis ameaças.

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Na madrugada do dia 23 de junho, uma frente fria cruzou o território catarinense e deu origem a tempestades violentas, algumas com rajadas superiores a 100 km/h. Os ventos, associados a frentes de rajada, microexplosões e estruturas atmosféricas rotativas, causaram estragos expressivos.

Em Passos Maia, a Defesa Civil confirmou a ocorrência de um tornado, após análises que incluíram uso de satélites, radar meteorológico e sobrevoos com drones. No local, árvores de grande porte foram arrancadas e diversas edificações sofreram danos severos.

A investigação das tempestades contou com o apoio da PREVOTS — grupo de meteorologistas voluntários especializados em tempestades severas — que identificou indícios de tornados também em Xavantina, Belmonte, Descanso, São José do Cerrito e Lages. Em alguns casos, como entre Belmonte e Descanso, os dados apontaram a ocorrência simultânea de tornados e microexplosões, ampliando os efeitos destrutivos em áreas rurais.

No fim de semana seguinte, na madrugada de 29 de junho, Campos Novos foi impactado por outra tempestade severa. Os moradores relataram destelhamentos, quedas de árvores e alagamentos em diversos pontos. A comunidade de Boa Esperança foi uma das mais atingidas, com danos sugerindo a passagem de um tornado.

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No entanto, a distância em relação aos radares mais próximos dificultou a confirmação do fenômeno, apesar das imagens indicarem ventos que alcançaram até 100 km/h no auge da tempestade.

Para os próximos dias, os meteorologistas preveem um cenário mais estável. A primeira quinzena de julho deverá ser marcada por tempo firme, presença de sol e temperaturas mais amenas. Ainda podem ocorrer chuvas isoladas e mudanças nos ventos, mas sem indicativos de eventos extremos no curto prazo.

Mesmo assim, o histórico recente serve de alerta para a necessidade contínua de monitoramento e preparação diante de um clima cada vez mais imprevisível.

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