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Júlia Zanatta “dá 48 horas” para Moraes se explicar após novas revelações no caso Banco Master

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A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) aumentou a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de novos detalhes da investigação envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em vídeo publicado nesta terça-feira (1º), a parlamentar afirmou que Moraes tem “48 horas para se explicar” e declarou apoio a um novo pedido de impeachment contra o ministro no Senado.

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A reação ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do material produzido pela Polícia Federal (PF), que investiga as relações de Vorcaro com autoridades e possíveis interferências no andamento das apurações envolvendo o Banco Master.

Entre os documentos tornados públicos estão mensagens e informações relacionadas ao escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

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Segundo a investigação, o Banco Master firmou um contrato com o escritório que previa pagamentos milionários ao longo de três anos.

Um dos contratos analisados pela PF previa 36 pagamentos mensais de R$ 3 milhões, totalizando R$ 108 milhões.

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Os investigadores também identificaram, nos metadados de versões da minuta contratual, que arquivos teriam sido modificados por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

A PF considera o dado um indício de que o ministro teve participação nas tratativas.

O escritório de Viviane Barci de Moraes, por sua vez, afirmou que Alexandre de Moraes analisou o contrato a pedido do setor de compliance, justamente por ser marido da sócia-diretora.

Segundo a defesa, a análise teve como objetivo verificar possíveis impedimentos legais e não houve interferência em decisões judiciais.

O escritório também sustenta que não havia impedimento para a contratação porque não estavam previstas atuações perante o STF envolvendo o banco.

Outro ponto destacado no relatório da PF são mensagens atribuídas a Vorcaro que indicariam que o banqueiro mantinha contato com Moraes durante o período em que era alvo das investigações.

Segundo o material, Vorcaro teria pedido ao ministro que ajudasse a evitar medidas contra o Banco Master e chegou a questioná-lo sobre a possibilidade de deixar o Brasil.

Em uma das mensagens, dois dias antes de sua prisão, o banqueiro teria perguntado se deveria estar fora do país na segunda-feira seguinte.

A investigação também aponta que Vorcaro teria buscado informações sobre possíveis medidas contra ele, perguntando, por exemplo, se uma determinada investigação poderia resultar em busca e apreensão ou quebra de sigilo.

Em outro momento, teria pedido que Moraes tentasse conversar com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, quando se preparava para deixar o país. No mesmo período, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, que estava no centro de investigações sobre suspeitas de irregularidades.

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Um Comentário

  1. Julia pena que você não é leal pois quando Flávio Bolsonaro se encontrou com o coração com tornozeleira e tudo cobrando dinheiro você não pediu impitman.Nao pediu para seguir as investigações

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