Prefeito de cidade catarinense é investigado por suspeita de liberar esquema de fraudes em licitações
O prefeito teria comandado as ações, com a participação direta de outros oito servidores públicos.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito da Operação Maestro e indiciou 17 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes em licitações na prefeitura de Garopaba, no Sul do Estado. O documento foi encaminhado ao Poder Judiciário no dia 27 de junho e inclui entre os indiciados o prefeito da cidade, Júnior de Abreu Bento (Progressistas), apontado como líder de uma suposta organização criminosa instalada dentro da estrutura da administração municipal.
De acordo com a investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), o grupo teria cometido irregularidades em contratos ligados à construção civil, incluindo obras no subsolo da unidade de pronto atendimento da cidade, a construção de uma escola no bairro Encantada e a aquisição de um portão de ferro para um muro público.
O inquérito detalha uma divisão de tarefas entre servidores e empresários que teriam atuado para burlar a legislação, direcionar licitações e viabilizar desvios de recursos públicos. O prefeito teria comandado as ações, com a participação direta de outros oito servidores públicos.
Segundo os investigadores, as ordens partiam do chefe do Executivo e eram executadas por subordinados que se valiam de seus cargos para concretizar os esquemas.
Uma estrutura externa, formada por empresários e prestadores de serviço, também teria sido usada para facilitar o repasse irregular de verbas e viabilizar contratos fictícios ou superfaturados. Além das suspeitas de fraudes, foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada pelo prefeito.
Júnior de Abreu foi indiciado por diversos crimes, incluindo fraudes em licitação, pagamento irregular em contratos, uso indevido de bens públicos, falsificação ideológica e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão, dependendo da condenação.
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A defesa do prefeito, representada pelo advogado Guilherme Silva Araujo, afirmou que o indiciamento é apenas uma opinião preliminar da autoridade policial e que não representa uma acusação formal.
A nota enviada à imprensa também questiona o momento da divulgação do inquérito, sugerindo motivação política em ano eleitoral, e nega que o prefeito tenha recebido qualquer tipo de vantagem indevida.
A defesa reiterou ainda a confiança no sistema de Justiça e afirmou que os fatos serão devidamente esclarecidos durante o processo legal.










