Missão à Ásia abre caminho para exportação de carne bovina catarinense ao Japão e retoma diálogo com China

Santa Catarina encerrou a Missão Oficial à Ásia com avanços significativos nas negociações internacionais voltadas ao agronegócio.
Com agendas estratégicas no Japão e na China, a comitiva liderada pelo governador Jorginho Mello apresentou os diferenciais sanitários e produtivos do Estado, buscando ampliar mercados para produtos agropecuários catarinenses — especialmente a carne bovina e os grãos — e garantir a retomada da exportação de carne de frango para o mercado chinês.
A missão contou com a participação do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, e da presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos.
Ao longo das agendas, o grupo destacou o rigor técnico e o comprometimento de Santa Catarina com a segurança sanitária, a rastreabilida de e a qualidade dos alimentos, aspectos que já permitem ao Estado exportar para mais de 150 mercados internacionais.
No Japão, um dos focos principais foi o pleito pela abertura oficial do mercado japonês à carne bovina catarinense, reforçando os elevados padrões de sanidade animal adotados pelo Estado.

Também foi assinada uma carta de intenções para a ampliação da exportação de grãos e o desenvolvimento de infraestrutura logística. A visita incluiu ainda o fortalecimento do vínculo com a Província de Aomori, parceira de longa data de Santa Catarina em ações de cooperação técnica, especialmente no cultivo da maçã.
Já na China, a comitiva participou de visitas técnicas e reuniões com foco em inovação e logística. Um dos momentos centrais foi o reforço ao pedido de retomada das exportações de carne de frango do Estado, suspensas temporariamente após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Rio Grande do Sul — foco já considerado erradicado.

A delegação também esteve no escritório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) no país, como parte da estratégia de articulação institucional.
Para a presidente da Cidasc, a missão foi decisiva para posicionar o Estado como parceiro preferencial nas negociações internacionais.
“Apresentamos o modelo catarinense de defesa sanitária: científica, tecnológica, assertiva e disciplinada. Isso abre portas para novos mercados e permite flexibilizações técnicas em acordos bilaterais”, avaliou Celles Regina de Matos.

Santa Catarina é reconhecida internacionalmente por seus avanços sanitários. Desde 2007, o Estado é Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, primeiro do país a receber esse reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa).
Também é Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC) desde 2015, e possui os menores índices de Brucelose e Tuberculose bovina do Brasil.
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O Estado ainda é o único com identificação individual obrigatória de todos os bovinos e bubalinos e, na avicultura, é livre de IAAP na produção comercial.










