
Santa Catarina tem 25,6% da população vivendo em imóveis alugados, segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta quinta-feira, 12, pelo IBGE.
O estado ocupa a quarta posição nacional nesse índice, atrás apenas do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.
Ao mesmo tempo, 70,3% dos catarinenses vivem em imóveis próprios, um dos menores percentuais do país.
De acordo com o levantamento, os 7,5 milhões de moradores de Santa Catarina estão divididos em três categorias principais de moradia: imóveis próprios, alugados e cedidos.
Dos que residem em casas próprias, 59% já têm o imóvel quitado, enquanto 11% ainda estão pagando. Apenas 3,8% vivem em lares cedidos ou emprestados, o menor índice do Brasil.
População jovem lidera o perfil de inquilinos
O aluguel é mais comum entre jovens. Cerca de 34,5% dos moradores de imóveis alugados têm entre 20 e 34 anos, com o pico na faixa de 25 a 29 anos, onde estão 12,3% dos inquilinos.
Já pessoas com 50 anos ou mais representam apenas 13,7% dos moradores de aluguel.
Por outro lado, o número de moradores em imóveis próprios aumenta com a idade, refletindo maior estabilidade financeira e acesso a patrimônio com o passar dos anos.
Destaques entre cidades
Santa Rosa de Lima e Bela Vista do Toldo, municípios pequenos, lideram o índice de lares próprios no estado, com 92,9% e 92,8%, respectivamente.
Em contraste, Balneário Camboriú tem o maior percentual de moradores em imóveis alugados, com 45,2%.
Já Capão Alto, na Serra catarinense, se destaca com 17,9% da população vivendo em domicílios cedidos, o maior índice do estado.
Desigualdade racial
A análise por raça revela que 45,4% das pessoas pretas em Santa Catarina vivem em imóveis alugados, o maior percentual entre os grupos.
Entre os brancos, apenas 21,2% estão nessa condição, evidenciando desigualdades econômicas e sociais.
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Comparativo nacional
A média nacional de moradores em imóveis próprios é de 72,7%, levemente acima do índice catarinense de 70,3%.
Por outro lado, o percentual de pessoas em imóveis alugados no estado é maior que o nacional, de 25,6% contra 20,9%.
Os dados do Censo 2022 destacam um cenário diversificado de moradia em Santa Catarina, com dinâmicas influenciadas por idade, raça e características regionais.










