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MPSC analisa denúncia contra cirurgião com mais de 15 mil procedimentos estéticos

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recebeu o inquérito policial que indiciou o cirurgião plástico Marcelo Evandro dos Santos por causar lesões gravíssimas a uma paciente em Florianópolis.

O órgão confirmou que o documento está em análise e deve decidir se apresentará denúncia, solicitará novas informações ou arquivará o caso.

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O caso principal envolve a neuropsicopedagoga Letícia Mello, que realizou 12 cirurgias em um único dia, permanecendo 10 horas no centro cirúrgico, durante as quais teve 7 quilos de gordura retirados.

Após o procedimento, Letícia sofreu queimaduras, bolhas, necrose e perda de tecido, necessitando de 11 dias na UTI e dois meses de internação.

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Ela relatou o sofrimento: “Meu corpo começou a criar bolhas, aparecer secreções e eu fiquei praticamente necrosando”.

A denúncia pública feita por Letícia gerou grande repercussão, levando outras oito pessoas a apresentarem queixas contra o cirurgião à Polícia Civil, que investiga os casos.

Segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, as apurações continuam em andamento.

Além das denúncias em Santa Catarina, Marcelo já enfrentou condenações na área cível, incluindo um caso em que indenizou a família de uma paciente que morreu após lipoaspiração, em 2021, no Paraná.

Ele também é conhecido nas redes sociais, onde reúne mais de 37 mil seguidores e promove procedimentos estéticos como lipoaspiração de definição.

O médico divulgou nota defendendo sua conduta, alegando que sempre priorizou o bem-estar dos pacientes e que segue rigorosamente o Código de Ética Médica.

Ele atribuiu possíveis complicações a reações biológicas individuais e afirmou que todas as acusações serão esclarecidas na Justiça.

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O MPSC também apura se houve irregularidades na promoção de um pacote chamado “X-Tudo”, que oferecia combos de cirurgias plásticas. A prática levanta questionamentos sobre ética e segurança médica.

Caso condenado, o cirurgião pode enfrentar pena de um a cinco anos de prisão, conforme previsto no Código Penal para lesão corporal grave.

 

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