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Em SC, 49 pessoas com problemas mentais que cometeram crimes retornaram às ruas

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Em Florianópolis, 49 pessoas com problemas mentais que cometeram crimes foram devolvidas à sociedade. A informação foi dada pela diretora do HCTP (Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico), Danielle Amorim Silva, durante audiência na Alesc.

Até o dia 28 de agosto de 2024 todos os Hospitais de Custódia do país devem ser fechados, segundo decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em cumprimento à Lei Antimanicomial.

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A unidade de Florianópolis é a única do Estado, para onde são enviadas as pessoas que cometeram crimes, mas foram consideradas inimputáveis por terem sido diagnosticadas com doenças mentais. A unidade fica dentro da Penitenciária da Agronômica.

SC quer mais prazo para fechar único hospital psiquiátrico de custódia
Reunião na Alesc sobre o fechamento do Hospital Psiquiátrico de Custódia (Foto: Bruno Collaço / Agência AL)

Participaram do debate na Assembleia representantes do governo do Estado, do Poder Judiciário, do Conselho Regional de Medicina, Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina (IPQ/SC), entre outros.

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A diretora do hospital informou ainda que oito pessoas retornaram para o sistema prisional. O problema maior, segundo ela, é que 14 pessoas hoje que não têm condições de alta médica.

Danielle também demonstrou preocupação com o regramento do CNJ que permite a liberação dos internos do HCTP sem o exame de cessação de periculosidade. “Eles estão sendo desinternados com relatório biopsicossocial, um documento construído por assistente social, psicólogo e o médico psiquiatra assistente, que não é um perito forense”, informou.

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Ao final da reunião, o deputado Dr. Vicente Caropreso sugeriu que o governo do Estado, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), atue juridicamente para que seja estendido o prazo para o fechamento do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico.

A ideia é fazer como o governo do Rio de Janeiro, que obteve decisão liminar favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter os hospitais de custódia em funcionamento. Outra medida deve ser a atuação junto aos deputados da Bancada Federal catarinense para que solicitem ao Ministério da Saúde o envio de mais recursos para reforço do sistema de saúde no estado.

 

 

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