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Empresa têxtil de SC é notificada por assédio eleitoral contra funcionários

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O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) emitiu recomendação para que a empresa Altenburg, maior produtora têxtil América Latina, se abstenha de obrigar ou induzir trabalhadores a direcionar votos para qualquer candidato que seja nas eleições. O órgão recebeu denúncias de que funcionários estavam sendo coagidos a votar no candidato Jair Bolsonaro (PL) para a presidência, sob a ameaça de que a manutenção dos empregos dependia deste resultado.

Nesse sentido, a recomendação é da Procuradoria do Trabalho da 12ª Região e datada de 10 de outubro. Nela, o órgão reforça que a empresa deve dar ampla divulgação e ressaltar o direito do empregado de escolher livremente os candidatos. E contínua: “bem como quanto à impossibilidade e ilegalidade de se realizar campanha pró ou contra determinado candidato. Coagindo, intimidando, admoestando ou influenciando o voto de seus empregados com abuso de poder diretivo”. Diz o documento.

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O MPT reforça que o descumprimento poderá caracterizar inobservância de norma pública. Podendo resultar em termos de ajuste de conduta e, dependendo da gravidade, em ação judicial e reparação de danos causados. A Altenburg nega o suposto assédio eleitoral.

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Nesse sentido, o sindicato dos trabalhadores da empresa, que tem sede em Blumenau, e cerca de 1.700 funcionários, confirmou o teor das denúncias feitas ao Ministério Público. A entidade relatou pelo menos 10 denúncias recebidas e que o discurso de empregos ameaçados em função do resultado eleitoral partiu do próprio presidente da empresa.

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Denúncias da empresa têxtil chegam ao sindicato

“O proprietário da empresa, Ruy Altenburg, parou a fábrica, toda a produção, reuniu os trabalhadores e falou uma série de questões sobre a eleição. Inclusive em demissão, caso o presidente não fosse reeleito, não sabendo o que seria o futuro do país”, relatou Carlos Maske, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Blumenau (Sintrafite).

Por fim, o sindicalista acrescentou que relatos semelhantes de trabalhadores ocorreram nas eleições de 2018 na Altenburg. Maske reforçou o caráter das denúncias, feitas de forma anônima e garantindo o sigilo dos informantes. Com informações do Portal G1. 

 

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