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Estudantes de Itajaí criam descontaminador de esponjas de louça

Estudantes de Itajaí criam descontaminador de esponjas de louça
Protótipo descontaminador esponjas. | Foto: Divulgação

A pesquisa concluiu que há cerca de 362 mil espécies de bactérias e 82 bilhões de micróbios que podem "habitar" uma polegada cúbica de esponja.

As alunas do Colégio Bom Jesus de Itajaí (SC), Maria Clara Duvoisin e Maria Eduarda Steil da Silva, criaram um sistema de descontaminação de esponjas de louça. A dupla fez vários testes até chegar a um líquido feito com clorixidina, plantaren e lavanda (essa última substância é para dar odor agradável à mistura) que finalmente se mostrou satisfatório para a descontaminação. A ideia é evitar a transmissão de bactérias por meio das esponjas, que são verdadeiras moradias desses seres vivos. Agora, as estudantes vão buscar laboratórios que possam viabilizar o sistema, na prática, com o protótipo de um objeto biodegradável que acondicione a esponja e o líquido, além de mensurar os índices de descontaminação.

As duas alunas estão no 8.º ano do Ensino Fundamental, mas iniciaram a pesquisa no 7.º ano, durante o Programa de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus. Por meio dele, os estudantes escolhem a área de pesquisa que querem explorar com estudos teóricos e práticos. Nesse caso, elas preferiram buscar algo que auxiliasse na preservação do meio ambiente e da saúde.

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Durante a pesquisa teórica, a dupla concluiu que há cerca de 362 mil espécies de bactérias e 82 bilhões de micróbios que podem “habitar” uma polegada cúbica de esponja e, portanto, transmitir várias doenças, como diarreia, dor de cabeça, pneumonia e infecção urinária, por exemplo. “A esponja é um objeto muito usado, e o pior é que fica na cozinha, limpando louças, mesas. As pessoas podem estar se contaminando sem saber”, observa Maria Eduarda. “A lógica é a esponja limpar, mas, na verdade, ela contamina”, comenta Maria Clara.

Na fase prática da pesquisa, as meninas fizeram alguns testes de descontaminação que não surtiram resultados satisfatórios, como colocar a esponja molhada no micro-ondas, fervê-la ou mergulhá-la em água sanitária. “No caso da água sanitária, constatamos que, além de a esponja não ser descontaminada, o líquido ainda prejudicava a pele”, conta Maria Eduarda. Depois, testando alguns líquidos chegaram à fórmula de clorixidina, plantaren e lavanda, que se mostrou útil, embora elas ainda não saibam quantificar exatamente a porcentagem de descontaminação. No laboratório, as alunas pretendem montar um objeto biodegradável que possa acondicionar a esponja e o líquido e também mensurar a porcentagem de descontaminação. “Vamos fazer alguns testes e queremos tentar colocar um timer nesse objeto também, mas ainda é só uma ideia”, diz Maria Clara.

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O coordenador do Programa de Iniciação Científica do Colégio Bom Jesus, Adalberto Scortegagna, comenta que a fase em que a pesquisa das alunas está já é bastante rica e que mensurar a descontaminação será um importante passo. “A pesquisa científica é um processo em construção, e chegar aonde elas chegaram traz grandes méritos”, afirma.

O professor do Colégio Bom Jesus e orientador da dupla, Leonardo Geisel, explica que o Programa de Iniciação Científica é uma grande oportunidade para os alunos, pois permite que eles evoluam como pesquisadores, seguindo todos os passos de uma metodologia científica para desenvolver o projeto. Sem falar que aumenta a percepção dos jovens em relação ao mundo, pois iniciam seus trabalhos com base na observação de tudo que ocorre no seu entorno. A ideia de pesquisa das meninas surgiu dentro da casa de uma das pesquisadoras, cujos pais são dentistas e pesquisavam maneiras de descontaminar escovas de dente. “Por meio da observação do mundo, eles levantam hipóteses até resolver o problema que se propuseram a solucionar”, complementa o docente. Neste ano, o professor Paulo Henrique Schlickmann é o responsável pela continuidade do estudo realizado pelas alunas.

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Para a gestora do Colégio Bom Jesus em Itajaí, Julia Martinez, o trabalho com a iniciação científica é fundamental no Colégio, na medida em que coloca o aluno no papel de protagonista. “É o aluno que busca o aprendizado, ele é o agente do saber. Então, a motivação é muito grande”, diz a gestora. Para ela, uma pesquisa com grande relevância ao meio ambiente, como a das esponjas − que envolve saúde e reaproveitamento de materiais −, só vem a somar em benefícios para a sociedade.

Grupo Educacional Bom Jesus

Resultado de uma proposta pedagógica inovadora e que valoriza os ideais humanistas franciscanos, o Grupo Educacional Bom Jesus investe na formação integral e de qualidade, sendo reconhecido nacionalmente por sua excelência na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior. Detentor das marcas Colégio Bom Jesus e FAE (FAE Centro Universitário e FAE Business School), o Grupo atua em cinco estados brasileiros, sendo fonte de credibilidade e pioneirismo na educação há mais de 120 anos.

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O Colégio Bom Jesus oferece formação completa, da Educação Infantil ao Ensino Médio, com unidades localizadas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A FAE Centro Universitário está presente nos estados do Paraná e Santa Catarina e conta com mais de 20 cursos de graduação. A FAE Business School oferece mais de 50 cursos de especialização lato sensu, programas de MBA, sendo um semi-internacional ou internacional, educação executiva e programas in company, com cursos direcionados e personalizados para empresas e executivos.

A Pós-Graduação da FAE proporciona ao aluno grades flexíveis e metodologias exclusivas, para obter os melhores resultados para sua vida. Tendo como mote principal o “seu negócio é você”, a FAE considera que investir na carreira, nos estudos, no aperfeiçoamento constante, adquirindo, transformando e aprimorando habilidades, é uma necessidade premente para o sucesso. O conceito de lifelong learning está presente, colocando o aluno como protagonista na resolução de problemas.

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