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Homem é condenado a 110 anos de prisão por chacina em Alfredo Wagner

Homem é condenado a 110 anos de prisão por chacina em Alfredo Wagner

Réu foi denunciado pelo MPSC por matar, em agosto de 2019, três pessoas de uma mesma família: uma mulher, uma criança e um idoso

O Tribunal do Júri da Comarca de Bom Retiro, em sessão na última quinta-feira (22/10), condenou um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a 110 anos e oito meses de reclusão por conta de um crime de triplo homicídio, com cumprimento da pena em regime inicial fechado. Na sentença, o réu teve negado o direito de recorrer da decisão em liberdade.

O fato ocorreu em agosto de 2019, em Alfredo Wagner, e envolveu três vítimas de uma mesma família. Conforme consta na denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Bom Retiro, primeiramente o réu matou a mulher com golpes na região da cabeça. Ela estava em casa, no interior da cidade. Em seguida, e da mesma forma, tirou a vida do filho do casal, de apenas oito anos. Minutos depois de cometer os dois homicídios, o réu assassinou a terceira vítima, um idoso de 67 anos. O corpo dele foi encontrado na estrada que dá acesso à propriedade.

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Na sessão do Tribunal do Júri, o Ministério Público, representado pelos Promotores de Justiça Francisco Ribeiro Soares e Gabriela Cavalheiro Locks, ressaltou que os crimes foram cometidos por motivo fútil, visto que o denunciado era conhecido da família e tinha desavenças com o casal em decorrência de uma dívida.

Os Promotores de Justiça também atribuíram ao crime as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas e sustentaram que por duas vezes o acusado agiu de forma a assegurar a impunidade de outros crimes, além dos agravantes de que uma vítima tinha menos de 14 anos e outra, mais de 60 anos de idade. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

A defesa, por sua vez, sustentou a negativa da autoria do crime, o que foi rejeitado pelo conselho de sentença, diante das provas apresentadas em plenário pelo Ministério Público.

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A sessão de julgamento começou às 8 horas e se estendeu até as 22 horas. No júri popular foram ouvidas 11 testemunhas. O interrogatório do réu, que está preso desde o dia do delito, foi no meio da tarde, por volta das 15h30, e durou cerca de duas horas. Ele respondeu apenas os questionamentos da defesa.

Para seguir os protocolos de saúde e evitar a propagação do coronavírus, a comarca optou por um lugar mais amplo, na Escola de Ensino Médio Valmir Marques Nunes, e com a participação do menor número de profissionais possível. Não houve a presença de familiares e do público.

 

Fonte: MPSC
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Redação Misturebas

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