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Pedidos de indenização à Celesc por problemas na rede elétrica aumentam, em Blumenau

Pedidos de indenização à Celesc por problemas na rede elétrica aumentam, em Blumenau

Lição de avó é daquelas para ser levada a sério. Lindomar Belz, 32 anos, aprendeu quando era pequeno que na trovoada se tira tudo da tomada. É rimado e pode até soar engraçado, mas quando lâmpadas e aparelhos eletrônicos queimam devido às descargas elétricas ninguém gosta. Com os frequentes temporais de verão, como os registrados nessa temporada em Blumenau, o problema se agrava. Os números da Celesc mostram isso.

Em dezembro do ano passado, a empresa recebeu 110 pedidos de ressarcimento na regional de Blumenau, que compreende 10 cidades. O índice é 35,8% superior ao do mesmo período de 2017. Naquele ano, foram somadas 81 solicitações. A estatal não sabe dizer qual município tem a maior quantidade de pedidos ou valor pago, mas reforça que é um direito do consumidor.

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O gerente regional da Celesc de Blumenau, João Marcos Ribeiro, conta que historicamente no verão, por conta das tempestades, há uma incidência maior de falhas na rede, e os problemas de variação de tensão aumentam, aumentando os pedidos de ressarcimento entre dezembro, janeiro e fevereiro.

Ele lembra que a partir de julho de 2015, com a revisão de uma norma técnica, as novas ligações à rede elétrica exigem o uso do Dispositivo de Proteção contra Surto (DPS) junto à caixa do medidor. O equipamento funciona como uma espécie de para-raios de baixa tensão, drenando a sobretensão e aumentando o nível de proteção.

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Nenhum sistema tem 100% de proteção quando se trata de tensão da pressão atmosférica, mas esse sistema aumenta a proteção – pondera Ribeiro.

Quando Belz sai de casa, deixa o mínimo possível de equipamentos conectados às tomadas. Quer evitar problemas, mas sabe que eventualmente algo pode queimar, como a geladeira, que é impossível de deixar desligada. Entretanto, ele sabe onde e como buscar o ressarcimento. A mãe dele, Edla Schwartz, cobrou por 14 lâmpadas e uma geladeira que queimaram em um temporal de fim de tarde.

Era em um domingo em 2015. Quando ela chegou em casa à noite e tentou acender cada lâmpada elas foram queimando. Ela procurou a Celesc, junto com o orçamento e as notas e recebeu o dinheiro – conta Belz.

Segundo o AlertaBlu, dados mostram que em dezembro de 2017 houve menos eventos de tempestades do que em 2018. A explicação é que no ano retrasado a maior parte dos dias tiveram influência da circulação marítima, o que dificulta o aquecimento, por manter o céu encoberto com chuva fraca. Em janeiro deste ano a situação deve ser ainda mais grave.

Já temos seis eventos de tempestade até o dia 15 e ainda tem previsão de se manter essa condição – aponta Francine Sacco, meteorologista e responsável técnica do AlertaBlu.

Queimou, e agora? Como proceder?

De acordo com o Procon de Blumenau, se um raio cair próximo de uma residência e isso provocar o dano, a solução é adquirir um novo equipamento. Não há nada que possa ser feito nessa situação, de acordo com o órgão de defesa do consumidor. Por isso, a orientação é desligar os aparelhos da tomada durante as trovoadas para evitar problemas.

Se o dano for causado por uma queda de energia em virtude de problemas na rede elétrica, aí cabe o pedido de reembolso, que deve ser feito através do site da Celesc. Para formalizar a solicitação de ressarcimento é necessário que o usuário informe a data e o horário prováveis da ocorrência do dano. De acordo com a estatal, isso deve ser feito em um intervalo de 24 horas.

Também é preciso relatar a marca, o modelo e o problema apresentado pelo equipamento elétrico, com detalhes do ocorrido e a maneira que o reembolso deve ser feito: por depósito em conta ou desconto na fatura.

A solicitação poderá ser efetuada para a distribuidora no prazo de até 90 dias corridos, a contar da data provável da ocorrência.

 

Fonte: ncs/Por Talita Catie | Foto: Patrick Rodrigues
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Redação Misturebas

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