TSE aceita investigar Lula e Alckmin por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2026
Para fundamentar a denúncia, o Partido Novo aponta o reajuste do Bolsa Família.

O Partido Novo conseguiu levar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma investigação contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A representação questiona decisões tomadas pelo governo federal ao longo de 2026 e levanta a hipótese de que medidas voltadas à ampliação de benefícios sociais e econômicos tenham sido utilizadas com finalidade eleitoral.
O caso foi admitido pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A partir da decisão, os dois políticos deverão ser formalmente comunicados e terão cinco dias para apresentar suas explicações à Justiça Eleitoral.
A legenda sustenta que Lula editou 35 medidas provisórias e decretos entre janeiro e outubro deste ano, criando ou aumentando benefícios em diferentes áreas.
Para fundamentar a denúncia, o partido aponta o reajuste do Bolsa Família, que teria beneficiado cerca de 19,29 milhões de famílias, além de iniciativas relacionadas aos combustíveis, cujo impacto financeiro foi estimado em aproximadamente R$ 40 bilhões em 2026.
Ao avaliar a representação, o ministro entendeu que os elementos apresentados permitem o início da investigação. Entre os aspectos considerados estão a apresentação da ação antes da diplomação dos eleitos e a descrição dos atos governamentais que o partido pretende contestar, acompanhados de estimativas de custos.
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Depois do recebimento das defesas, o corregedor deverá examinar os requerimentos de informações encaminhados a órgãos públicos.
A decisão não significa que Lula e Alckmin tenham sido considerados responsáveis por alguma irregularidade. Também não determina a perda dos mandatos ou dos diplomas eleitorais. A eventual existência de abuso de poder político ainda será objeto de análise no decorrer do processo.








