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Nasa revela imagem inedita de Marte com paredões que intrigam cientistas

Estudos anteriores encontraram sinais de que a área já teve lagos e cursos de água.

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Uma paisagem de Marte ganhou um novo registro feito pelo rover Curiosity, da Nasa, que pode ajudar os cientistas a entender um dos mistérios geológicos do planeta. A câmera do veículo captou, durante o amanhecer, os chamados yardangs, grandes formações rochosas que foram esculpidas pela ação dos ventos ao longo do tempo.

O panorama foi produzido em 11 de agosto, no 4.982º dia marciano da missão, e divulgado pela Nasa na última terça-feira (6). A imagem reúne seis fotografias feitas pela câmera Mastcam e posteriormente unidas para formar uma visão mais ampla da região.

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Um dos detalhes do registro está nas cores. A equipe optou por não aplicar o tradicional balanço de branco, recurso usado para adaptar as tonalidades das imagens às condições de iluminação da Terra.

Com isso, a fotografia mantém características do ambiente marciano no início da manhã, incluindo os tons azulados que aparecem no primeiro plano.

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Os paredões aparecem ao longe, na região noroeste do Monte Sharp, montanha de aproximadamente 5 quilômetros de altura que o Curiosity vem escalando desde 2014.

A faixa de yardangs se estende por cerca de 16 quilômetros e está entre os alvos que despertam o interesse dos pesquisadores.

Formação ainda intriga cientistas

A importância dos yardangs está ligada à própria história registrada nas rochas do Monte Sharp. A montanha é formada por diferentes camadas que preservam evidências de mudanças ocorridas em Marte ao longo de bilhões de anos.

Estudos anteriores encontraram sinais de que a área já teve lagos e cursos de água. Com o desaparecimento da água, minerais permaneceram no terreno. Mais tarde, a erosão provocada pelos ventos pode ter removido parte do material e contribuído para esculpir as estruturas observadas atualmente.

Mesmo assim, a origem da camada onde estão os yardangs ainda não foi esclarecida. Para Ashwin Vasavada, cientista responsável pelo Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a formação chama atenção porque apresenta características diferentes das camadas ao redor, como coloração e inclinação incomuns.

Uma das possibilidades consideradas pelos pesquisadores é que o material tenha sido formado por cinzas provenientes de antigas erupções vulcânicas. A hipótese, porém, ainda precisa ser investigada diretamente.

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Rover se aproxima do alvo

Enquanto avança em direção aos yardangs, o Curiosity continua sua exploração do Monte Sharp. O rover já alcançou um ganho de 1 quilômetro de elevação desde o início da subida, marca considerada a maior altitude já conquistada por um veículo na superfície de Marte.

Atualmente, o veículo percorre uma área com camadas ricas em sulfatos e carbonatos, minerais que podem estar relacionados a períodos em que a superfície marciana passou por processos de secamento.

A expectativa da equipe é chegar à base dos yardangs em algum momento de 2027. Quando alcançar a região, o Curiosity poderá utilizar seu braço robótico para analisar diretamente as formações e coletar informações que ajudem a explicar como elas surgiram.

Os dados obtidos também podem ampliar o conhecimento sobre as transformações climáticas e geológicas pelas quais Marte passou ao longo de sua história.

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