Notícias de Santa Catarina

“Fomos tratados como corruptos”: arquivamento de investigação sobre canecas gera desabafo de secretário em Timbó

O episódio ganhou maior repercussão em 25 de novembro de 2025.

Clique e saiba mais!
Garanta já o seu!

Uma investigação que envolveu a contratação de canecas para a Festa do Imigrante de 2025, em Timbó, terminou arquivada após o Ministério Público (MPSC) apontar a ausência de elementos suficientes para o oferecimento de denúncia.

Dez meses após o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o episódio voltou ao debate público após um dos envolvidos decidir se manifestar sobre o caso.

Saiba mais!

Durante entrevista, o Secretário de Cultura e Turismo de Timbó, Cristiano Florêncio, afirmou que a investigação provocou impactos pessoais e familiares e disse ter sido tratado como alguém envolvido em corrupção.

Segundo o relato apresentado na entrevista, a investigação teve como origem a contratação de 350 canecas relacionadas à Festa do Imigrante. Cristiano afirma que o procedimento seguiu o mesmo modelo utilizado em anos anteriores, por meio de uma agência de publicidade contratada pelo município.

Faça seu orçamento - Clique aqui

De acordo com ele, a Fundação teria negociado com a empresa responsável pela produção uma redução no custo. Das 350 unidades previstas, 330 teriam sido pagas pela administração pública e 20 fornecidas pela empresa como contrapartida comercial, segundo a versão apresentada na entrevista.

As canecas, conforme o relato, não foram comercializadas pela Fundação. Elas teriam sido utilizadas como material de divulgação da festa e distribuídas a prefeitos, deputados, imprensa e outras autoridades.

Busca e apreensão ocorreu em novembro de 2025

O episódio ganhou maior repercussão em 25 de novembro de 2025, quando foram cumpridas medidas de busca e apreensão relacionadas à investigação.

Cristiano afirmou que a operação ocorreu em sua residência e na residência de outro envolvido. Segundo ele, a situação provocou forte impacto pessoal.

“Entrou na nossa casa como se a gente fosse bandido”, afirmou durante a entrevista.

A defesa, representada pelo advogado Davi Seratini, explicou que houve um inquérito policial para apurar possíveis irregularidades. Segundo o advogado, a busca e apreensão foi solicitada pela autoridade policial e posteriormente autorizada judicialmente.

Ainda conforme a defesa, após a análise dos documentos e demais elementos reunidos durante a investigação, tanto a autoridade policial quanto o Ministério Público entenderam que não havia indícios suficientes para o oferecimento de denúncia.

O advogado afirmou ainda que a manifestação pelo arquivamento apontou ausência de elementos que comprovassem uma eventual contraprestação relacionada a corrupção.

Investigação foi arquivada

Segundo os envolvidos na entrevista, o caso foi posteriormente arquivado pela Justiça após manifestação do Ministério Público.

A defesa sustenta que não houve comprovação de crime ou de vantagem indevida na negociação das canecas.

É importante destacar que o arquivamento de um procedimento investigativo não significa que uma investigação não tenha ocorrido, mas que, naquele momento, não foram reunidos elementos considerados suficientes para o prosseguimento criminal, conforme explicado pelo advogado durante a entrevista.

Ex-dirigente fala em possível represália

Durante a entrevista, Cristiano também levantou a possibilidade de que a denúncia tenha sido motivada por conflitos relacionados à organização da Festa do Imigrante.

Ele citou mensagens atribuídas aos empresários envolvidos na contratação e afirmou que documentos analisados durante a investigação registrariam insatisfação com a condução do evento.

Segundo Cristiano, uma manifestação mencionada no procedimento dizia que “essa história não termina por aqui”.

O ex-dirigente interpretou esse contexto como possível indício de uma tentativa de retirá-lo da gestão pública. No entanto, essa interpretação foi apresentada por ele durante a entrevista e não deve ser confundida com uma conclusão judicial sobre eventual motivação política ou comercial.

>> Leia também: Garçonete viraliza ao carregar 13 canecas de chopp ao mesmo tempo na Oktoberfest de Munique; veja o vídeo

“Fomos tratados como corruptos”: arquivamento de investigação sobre canecas gera desabafo de secretário em Timbó
“Centro de Investigações de Caneca”

Cristiano afirmou ainda que o episódio teve consequências para sua família e relatou que seu filho chegou a ouvir comentários na escola relacionados ao caso.

Em tom de desabafo, ele afirmou que ainda existem pessoas que associam seu nome ao suposto desvio das canecas, apesar do arquivamento da investigação.

“Toda essa maldade que gerou para a minha família talvez não foi pensada pelas pessoas que foram lá fazer uma denúncia”, declarou.

Ele também afirmou que chegou a considerar deixar o cargo após a operação, mas decidiu permanecer para concluir a programação de Natal daquele ano.

Nova forma de contratação

Questionado sobre futuras edições da Festa do Imigrante, Cristiano afirmou que a Fundação pretende adotar outro modelo para evitar situações semelhantes.

Segundo ele, em uma próxima edição em que houver canecas comemorativas, a intenção é realizar uma licitação específica para contratação de uma empresa fabricante, em vez de trabalhar com uma empresa que apenas revenda os produtos.

Cristiano também afirmou que ainda deverá conversar com seu advogado sobre a possibilidade de tomar medidas judiciais em relação às pessoas que, segundo ele, teriam provocado os danos à sua imagem.

ASSISTA AO VÍDEO ⤵️

CLIQUE PARA ENTRAR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo