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“Gaiola de Ouro” cumpre nove mandados em SC por suspeita de comércio ilegal de animais, lavagem de dinheiro e maus-tratos; Indaial é alvo

GAECO cumpre nove mandados em quatro cidades e investiga grupo suspeito de comercializar animais silvestres e exóticos, lavar dinheiro e praticar maus-tratos

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Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (3) colocou no alvo um grupo suspeito de manter uma estrutura organizada para o comércio ilegal de animais silvestres e exóticos em Santa Catarina.

Batizada de Operação Gaiola de Ouro, a ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial.

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Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Blumenau, Indaial, Barra Velha e Criciúma. A investigação busca reunir provas relacionadas a possíveis crimes contra a fauna, maus-tratos a animais, irregularidades financeiras e tributárias, além de indícios de atuação de uma organização criminosa.

Créditos: Divulgação MPSC

Segundo as apurações, os investigados teriam utilizado empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade às atividades investigadas.

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O grupo é suspeito de realizar a comercialização interestadual de animais e de utilizar documentos ideologicamente falsos para viabilizar as operações.

Créditos: Divulgação MPSC

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Entre as suspeitas investigadas estão ainda lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e maus-tratos contra animais. As autoridades apuram se a estrutura empresarial teria sido utilizada para movimentar recursos e esconder a verdadeira origem ou finalidade das atividades.

A investigação aponta também para o uso de plataformas digitais, redes sociais e grupos de mensagens como ferramentas para aquisição, negociação e comercialização dos animais.

Os suspeitos também teriam utilizado uma estrutura própria de logística para realizar o transporte dos animais entre diferentes localidades.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que poderão ajudar os investigadores a entender como funcionava o esquema e qual seria a extensão das atividades.

O material recolhido deverá passar por análise. A expectativa é de que os elementos encontrados possam ajudar a identificar outras pessoas eventualmente envolvidas, além de esclarecer a movimentação financeira e a origem dos animais comercializados.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar Ambiental, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e Receita Estadual.

O caso tramita sob sigilo. Por isso, detalhes sobre os investigados, os locais atingidos e eventuais medidas adotadas contra os suspeitos ainda não foram divulgados pelas autoridades.

Novas informações poderão ser divulgadas assim que os autos deixarem de tramitar em segredo de Justiça.

O GAECO

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.

O grupo atua na identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas em Santa Catarina, especialmente em investigações que envolvem estruturas complexas, movimentações financeiras e diferentes tipos de crimes.

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