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Menor golfinho do Brasil: 43 animais são encontrados mortos em SC

Os registros foram feitos entre janeiro e 15 de agosto.

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O número de toninhas encontradas mortas no Litoral Norte de Santa Catarina já chega a 43 em 2026, e o cenário preocupa pesquisadores. Os registros foram feitos entre janeiro e 15 de agosto, período em que 44 animais encalharam nas praias monitoradas. Apenas uma toninha foi encontrada com vida.

A espécie é considerada o menor golfinho marinho do Brasil e está na categoria de criticamente ameaçada de extinção. Os dados foram divulgados pela Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). No mesmo período do ano passado, haviam sido contabilizados 38 encalhes.

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Os animais apareceram em sete municípios. Penha concentrou a maior quantidade, com 14 casos. Barra Velha e Navegantes registraram 11 ocorrências cada, enquanto Balneário Piçarras teve cinco. Balneário Camboriú, Bombinhas e Itajaí tiveram um registro cada.

Entre os episódios mais recentes estão duas fêmeas grávidas encontradas mortas em Barra Velha. Uma delas foi localizada em 4 de agosto, na Praia do Tabuleiro. O animal pesava aproximadamente 25 quilos e apresentava sinais de decomposição avançada. Técnicos identificaram uma fratura e uma marca no rostro que podem estar relacionadas ao contato com uma rede de pesca. O feto também foi encontrado.

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Dois dias depois, outra fêmea gestante, de 27,5 quilos, apareceu morta na Praia do Grant. As condições dos corpos impediram que os exames confirmassem com precisão o que provocou as mortes. Ainda assim, os especialistas consideram que episódios agudos, como afogamentos após o animal ficar preso em redes de pesca, podem estar entre as possibilidades.

A pesca acidental é apontada como uma das principais ameaças às toninhas. Diferentemente de outras espécies marinhas, elas possuem uma reprodução lenta: a gestação dura cerca de 11 meses e normalmente nasce apenas um filhote a cada dois ou três anos. A poluição e a degradação do habitat também aumentam a pressão sobre esses animais.

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Com o período de reprodução se aproximando, a atenção sobre a espécie deve aumentar. A primavera concentra o maior número de nascimentos e também costuma apresentar crescimento nos registros de encalhes. Por isso, cada animal encontrado é encaminhado para avaliação, com coleta de informações biométricas, exames e necropsias que ajudam os pesquisadores a entender o que está acontecendo com a população na costa catarinense.

 

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