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Mulher que fingia ser adolescente é condenada após enganar família por mais de um ano em SC

A defesa da mulher contesta a condenação e informou que pretende apresentar recursos às instâncias superiores.

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Uma história que começou com o suposto acolhimento de uma menina em situação de vulnerabilidade terminou em condenação criminal em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A.M.S.O, de 38 anos, passou mais de um ano vivendo com uma família sob a identidade de uma adolescente de 12 anos.

Segundo divulgado pelo G1, a Justiça condenou a mulher na quinta-feira (20) pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A pena estabelecida foi de 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 4 meses e 18 dias de prisão, com início no regime semiaberto. A decisão ainda pode ser contestada pela defesa.

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De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as provas reunidas durante a investigação indicaram que a mulher sabia que estava cometendo atos ilegais e tinha condições de compreender as consequências de suas ações.

Ainda segundo o G1, a condenada foi presa em 2 de junho, na própria residência da família que acreditava ter acolhido uma criança vítima de maus-tratos. A farsa começou a ser questionada depois que uma tia dos responsáveis decidiu investigar a história por conta própria. Ao pesquisar na internet, encontrou relatos de situações semelhantes envolvendo a mesma mulher em outros estados.

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Para sustentar a identidade falsa, a mulher teria adotado diversos comportamentos infantis. Ela utilizava mamadeira, chupeta e um objeto de conforto para dormir, além de mudar a voz e demonstrar dependência emocional. A investigação também apontou que ela simulava crises de pânico durante a noite.

De acordo com o G1, a mulher ainda teria apresentado explicações para justificar características incompatíveis com a idade que dizia ter. Entre as alegações estavam supostos abusos sofridos na infância, uso forçado de hormônios e a afirmação de que tinha autismo.

A encenação fez com que a condenada fosse incorporada à rotina familiar como uma filha. Ela ganhou um quarto decorado com brinquedos e elementos infantis, teve comemoração de aniversário e recebeu até medicamento para emagrecimento.

Segundo a Polícia Civil, a estratégia utilizada provocou um forte envolvimento emocional dos moradores, que acreditavam estar protegendo uma criança. Durante os depoimentos, a mulher também confessou ter repetido a mesma estratégia em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ) e em outros estados, como Minas Gerais, Goiás e Ceará.

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Entre os elementos analisados no processo estão informações obtidas no celular apreendido, depoimentos das vítimas e relatos de testemunhas. Parte dos documentos utilizados para fundamentar a decisão permanece sob sigilo.

O Ministério Público também pediu que a prisão preventiva fosse mantida, alegando a necessidade de garantir o cumprimento da lei e evitar uma possível repetição das condutas. O pedido foi aceito pela Justiça.

O G1 divulgou que a defesa da mulher contesta a condenação e informou que pretende apresentar recursos às instâncias superiores. A intenção é tentar reverter a decisão e buscar a absolvição da mulher.

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