Exigência de médico “brasileiro, branco e cristão” termina em processo por injúria racial em SC
Um paciente de 47 anos se tornou réu por dois crimes de injúria racial após ofender um médico venezuelano e judeu durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caçador, no Oeste de Santa Catarina.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem teria se incomodado ao ver que o médico usava um quipá, vestimenta tradicional judaica, e passou a fazer ofensas relacionadas à religião do profissional.
Durante o atendimento, o paciente também questionou a nacionalidade do médico e, ao saber que ele era venezuelano, voltou a proferir ataques. Ele afirmou que queria ser atendido por um profissional “brasileiro, branco e cristão”.
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A situação aconteceu no dia 1º de agosto e foi presenciada por uma estudante de medicina que estava em estágio na unidade. A Polícia Militar foi acionada e o paciente foi preso em flagrante, mas acabou liberado após audiência de custódia e responde ao processo em liberdade provisória.
O homem responde por dois crimes de injúria racial: um relacionado à religião e outro à nacionalidade do médico. A pena prevista para o crime pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.







