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Crianças denunciam que pai as mantinha com a cabeça sob o chuveiro como castigo em SC

Segundo a mãe, o medo das ameaças a impedia de denunciar.

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O desaparecimento de três irmãos na noite de sexta-feira (17) terminou com uma denúncia de possíveis maus-tratos em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. As crianças, de 8, 10 e 12 anos, foram encontradas pela Polícia Militar na região da Praia do Atalaia depois de deixarem a residência onde viviam. Durante o atendimento, elas disseram que decidiram fugir para escapar das punições que, segundo relataram, eram praticadas pelo pai.

Segundo o Jornal Razão, foi relatado ao Conselho Tutelar que o homem costumava exigir que os filhos realizassem atividades de matemática, português e música aos sábados. As crianças afirmaram que, quando não conseguiam responder corretamente às perguntas ou executar as tarefas, eram castigadas fisicamente.

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Entre os relatos, os irmãos contaram que as agressões teriam evoluído ao longo do tempo, passando de espancamentos para outro tipo de violência que envolvia colocar a cabeça das vítimas sob a água do chuveiro enquanto eram imobilizadas. Um dos meninos afirmou ter sido submetido a essa situação diversas vezes.

A decisão de deixar a casa foi tomada por medo da chegada de mais um sábado. Câmeras de segurança registraram o momento em que os irmãos seguiram pela cidade, um deles de bicicleta e os outros dois correndo, até serem localizados pelos policiais. Ainda no local, uma das crianças demonstrou receio de retornar para casa e relatou que o pai teria orientado os filhos a não conversarem com a polícia.

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Ainda segundo o Jornal Razão, a investigação também revelou que a família, de origem chilena, está em Itajaí há aproximadamente quatro meses. Segundo o Conselho Tutelar, a mãe afirmou que não procurava ajuda por receio das ameaças feitas pelo companheiro, que dizia que ela seria deportada caso o denunciasse. Após receber orientações, ela foi informada sobre a rede de proteção disponível e sobre o direito de permanecer com os filhos em segurança.

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Outro ponto constatado durante o atendimento foi que as crianças estavam fora da escola. De acordo com o Conselho Tutelar, elas não frequentavam as aulas, situação que também configura possível violação de direitos.

A mãe e os três filhos foram encaminhados para um serviço de acolhimento, onde receberão acompanhamento psicológico, social e pedagógico. Eles retornaram à residência apenas para retirar pertences pessoais, com apoio da Polícia Militar. O pai não foi preso porque não houve flagrante, mas o caso seguirá sob apuração e será encaminhado às autoridades competentes.

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