Suspeito de sequestrar idosa e joga-la em ribanceira de SC acumula 18 condenações na Justiça
O órgão destaca que ele utilizava o chamado golpe "Don Juan".
Antes de chegar à Justiça pelo sequestro de uma idosa de 71 anos, o homem preso pelo crime já acumulava uma extensa trajetória criminal. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o suspeito, de 42 anos, possui 18 condenações, a maioria por crimes patrimoniais, e cumpria pena em regime aberto quando foi preso em flagrante. Na quinta-feira (9), a Justiça determinou a conversão da prisão para preventiva.
Segundo o MPSC, o investigado já havia sido condenado por roubo, furto qualificado, receptação, posse de drogas e diversos casos de estelionato contra mulheres. O órgão destaca que ele utilizava o chamado golpe “Don Juan”, modalidade de estelionato sentimental em que o criminoso conquista a confiança da vítima para obter benefícios financeiros.
O caso mais recente ocorreu após o suspeito conhecer uma idosa de 71 anos em um baile realizado na segunda-feira (6). De acordo com a Polícia Civil, no dia seguinte ele marcou um encontro com a mulher já com a intenção de praticar o crime.
Durante a ação, a vítima foi rendida, colocada no porta-malas do próprio carro, amarrada com fita adesiva e levada até uma área de mata entre Blumenau e Gaspar, onde foi abandonada em uma ribanceira de cerca de 200 metros.
A idosa permaneceu desaparecida por mais de um dia, enfrentando frio intenso e condições adversas, até ser localizada pelas equipes de resgate na quarta-feira (8). Ela foi encaminhada ao hospital, recebeu atendimento médico e teve alta no dia seguinte.
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Em depoimento, o investigado confessou o sequestro e afirmou que pretendia roubar a vítima para quitar uma dívida de R$ 20 mil com uma facção criminosa que o ameaçava. Ele também declarou que escolheu a mulher por acreditar que seria um alvo mais vulnerável em razão da idade. Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito resolveu indicar o local onde havia deixado a vítima após descobrir que ela ainda não havia sido encontrada.
Em nota, a defesa informou que acompanha o inquérito desde a prisão em flagrante e que não irá se manifestar sobre os fatos investigados neste momento. Os advogados ressaltaram ainda que o caso segue em fase de investigação e que o suspeito tem garantido o direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.







