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Moradora de Blumenau garante na Justiça metade de cota milionária da Mega-Sena após comprovar acordo verbal com ex

Na ocasião, o bolão vencedor faturou R$ 117,5 milhões.

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Uma disputa envolvendo um prêmio milionário da Mega-Sena terminou com uma decisão favorável a uma moradora de Blumenau. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina reconheceu que ela participava de um bolão ao lado do ex-companheiro por meio de um acordo verbal e determinou o pagamento de R$ 1.294.491,32, valor correspondente à parte reivindicada pela mulher na ação.

Segundo divulgado pelo G1, o prêmio é referente ao concurso 2.486 da Mega-Sena, sorteado em 31 de maio de 2022. Na ocasião, o bolão vencedor faturou R$ 117,5 milhões, distribuídos entre 42 cotas. Segundo o entendimento da Justiça, uma dessas cotas pertencia ao ex-casal, totalizando R$ 2.788.982,62.

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Durante o julgamento, os desembargadores avaliaram diversos elementos que sustentaram a versão apresentada pela autora. Conversas por aplicativo, um boletim de ocorrência registrado após o sorteio e relatos de testemunhas ajudaram a demonstrar que os dois costumavam apostar juntos e dividiam os jogos com frequência.

Ainda segundo o G1, entre as provas, chamou atenção uma troca de mensagens em que a mulher cobra o repasse da premiação. Em outra gravação anexada ao processo, o homem afirma que não pretendia negar os direitos da ex-companheira, pede que ela tenha confiança e explica que a demora para efetuar o pagamento ocorria porque o dinheiro estava investido.

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Os depoimentos também reforçaram a existência da parceria nas apostas. Um amigo relatou que o casal participava regularmente de bolões, enquanto uma colega de trabalho da mulher afirmou ter presenciado uma conversa em que o homem, após negar inicialmente a existência do prêmio, reconheceu a premiação, mas informou um valor muito inferior ao recebido.

Outro fator levado em consideração foi a transferência de R$ 200 mil e de um apartamento para a mulher antes de o réu ser oficialmente citado no processo. Para o relator do caso, esse comportamento fortaleceu a conclusão de que existia um compromisso entre os dois em relação às apostas. A decisão foi unânime e o homem ainda recorre da condenação.

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